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Crise de Ansiedade: Como Reconhecer, Lidar e Superar

A ansiedade é uma emoção natural que acomete o ser humano desde sua origem para auxiliar seu instinto de sobrevivência. Inicialmente, sua função é servir como um alerta ao corpo e a mente diante do desconhecido e é acompanhada de uma sensação natural de insegurança e perigo,

Mas o que era natural passou a se tornar uma grande ameaça à saúde mental, afetando ações e atividades básicas do cotidiano.

De forma positiva, a ansiedade nos estimula a entrar em ação, porém, em excesso, produz um efeito negativo nos paralisando e impedindo nossas reações.

Com uma rotina cada vez mais corrida, muitas vezes não conseguimos abrir espaço e reservar um tempo em nossa agenda para relaxar nossa mente e focar em nosso bem-estar. Por isso, fatores como o estresse exagerado tem contribuído para casos de crises de ansiedade.

O que é uma Crise de Ansiedade?

Crise de ansiedade ou ataque de pânico é o momento em que os sintomas da ansiedade se manifestam de forma abrupta e intensa, resultando no descontrole das emoções e da respiração diante de alguma situação de estresse, ameaça ou traumática.

É como um curto-circuito gerado no corpo e na mente, provocando uma descarga excessiva de hormônios como noradrenalina e adrenalina – que são liberados tanto em momentos de estresse como de prazer – pelo organismo. Essas substâncias são responsáveis, junto com outros processos, pelas manifestações físicas da crise, que duram alguns minutos, porém em alta intensidade.

Sintomas Comuns

No momento em que esse curto circuito acontece, alguns sintomas mais comuns podem ser percebidos. Entre eles, estão:

  • Sintomas Físicos: Palpitações, dor no peito, falta de ar, tontura, tensão muscular, sudorese, tremores, sensação de formigamento, sensação de garganta fechada e ondas de calor ou frio.
  • Sintomas Emocionais: Medo de perder o controle e enlouquecer, angústia, irritabilidade, sensação de afogamento ou sufocamento, despersonalização (sentir-se fora de si), medo de morrer e uma sensação de catástrofe iminente.

Nesse momento a pessoa perde a sensação do chão e o corpo entra em estado de suspensão, onde a energia se concentra na cabeça, olhos, garganta e pescoço, impedindo que a mesma flua para o restante do corpo.

Causas Possíveis

Incerteza e imprevisibilidade são os principais gatilhos que podem ocasionar as crises de ansiedade. O primeiro sinal é o sentimento de ansiedade em relação ao que poderá acontecer, que vem acompanhado de pessimismo. Isso provoca no corpo e no cérebro humano uma sensação de perigo, urgência, medo e insegurança. Consequentemente, o cérebro reptiliano é acionado, o organismo reage com uma necessidade de “luta” ou “fuga” e o nosso instinto de sobrevivência entra em ação.

  1. Estresse e Ansiedade Prolongada: Períodos prolongados de estresse e pressão no trabalho, medos generalizados e preocupações em excesso, por exemplo, podem predispor uma pessoa a crises de ansiedade.
  2. Eventos Traumáticos: Experiências traumáticas ocorridas na infância, de abuso ou violência, memórias de situações desafiadoras, por exemplo, podem desencadear crises de ansiedade.
  3. Predisposição Genética: Algumas pessoas podem ter uma predisposição genética para desenvolver transtornos de ansiedade.
  4. Desequilíbrios Químicos: Alterações nos níveis de neurotransmissores no cérebro, como serotonina e dopamina, podem estar associadas a crises de ansiedade.

Estratégias para Lidar com Crises de Ansiedade

  1. Reconhecer os Sintomas
    • O primeiro passo é reconhecer que você está tendo uma crise de ansiedade. Entender que esses sintomas, embora desconfortáveis, não possuem nenhum perigo real, pode ajudar a diminuir o medo e a sensação de pânico.
  2. Técnicas de Respiração
    • Praticar técnicas de respiração profunda pode ajudar a reduzir a intensidade dos sintomas. Inspire lentamente pelo nariz, segure a respiração por alguns segundos e expire lentamente pela boca emitindo algum som, se possível. A respiração consciente abre espaço no corpo e ajuda a despressurização interna.
  3. Mindfulness e Meditação
    • Praticar mindfulness pode ajudar a ancorar-se no momento presente e a afastar-se dos pensamentos catastróficos. Meditações guiadas focadas na respiração e na consciência corporal podem ser especialmente úteis.
  4. Estabeleça um Espaço Seguro
    • Ao sentir uma crise de ansiedade se aproximando, procure um ambiente tranquilo e seguro. Isso pode ser um quarto silencioso, um parque ou qualquer lugar onde você se sinta confortável e seguro.
  5. Técnicas de Aterramento Corporal
    • Utilize técnicas de aterramento, como focar nos cinco sentidos, percebendo coisas que você pode ver, ouvir, cheirar, tocar ou saborear. Isso ajuda a desviar a mente dos sintomas e a focar no ambiente ao seu redor.
    • Toque em algum lugar do seu corpo, trazendo a atenção de volta para ele e sentindo sua presença,
    • Bata com os pés no chão para a energia descer da cabeça e depois chacoalhe suas pernas e pés, sempre expeirando e soltando um som junto.
  6. Buscar Ajuda Profissional
    • Se as crises de ansiedade forem frequentes ou severas, é fundamental buscar ajuda de um profissional de saúde mental. A Terapia Corporal possui ferramentas muito eficazes para tratar crises de ansiedade.

Dicas de Prevenção

  1. Manter um Estilo de Vida Saudável
    • Exercícios físicos regulares, uma dieta equilibrada e sono adequado são essenciais para manter a ansiedade sob controle.
  2. Limitar a Cafeína e o Álcool
    • Cafeína e álcool podem aumentar os níveis de ansiedade e desencadear crises de ansiedade. Limitar ou evitar esses estimulantes pode ser benéfico.
  3. Estabelecer uma Rotina de Relaxamento
    • Incorporar atividades de relaxamento, como atividades que te dêem prazer, reservar alguns minutos no dia para ficar em silêncio e em coMtato com você, são algumas coisas que podem ajudar a reduzir o estresse e prevenir crises de ansiedade.
  4. Conectar-se com Outras Pessoas
    • Construir uma rede de apoio é fundamental. Conversar com amigos e familiares sobre seus sentimentos pode proporcionar alívio emocional e trazer a sensação de acolhimento.

Reflexão Final

As crises de ansiedade podem ser assustadoras, mas é possível gerenciá-las e até superá-las com as estratégias certas. Reconhecer os sintomas, aplicar técnicas de manejos da ansiedade e buscar apoio profissional são passos fundamentais para lidar com essas crises. Lembre-se, você não está sozinha nessa jornada. Buscar ajuda é um sinal de força e um passo importante para viver uma vida mais tranquila e equilibrada.

Com carinho e acolhimento, Flávia Tavares

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Medo de Perder o Controle: Como Lidar e Superar

O medo de perder o controle é uma sensação comum que muitas pessoas enfrentam em diferentes momentos da vida. Este medo pode se manifestar de várias formas, desde uma ansiedade leve até ataques de pânico debilitantes. Compreender as raízes desse medo e aprender a lidar com ele é essencial para viver uma vida mais plena e equilibrada.

O que é o Medo de Perder o Controle?

O medo de perder o controle geralmente se refere a uma preocupação intensa de que algo ruim possa acontecer se você não conseguir manter tudo sob seu domínio. Esse medo pode se manifestar em diversas áreas da vida, incluindo saúde, segurança, relacionamentos e situações sociais. Pode ser desencadeado por eventos específicos, como falar em público, ou pode ser uma ansiedade generalizada sobre questões da vida cotidiana.

Causas Comuns

  1. Experiências Traumáticas: Vivenciar eventos traumáticos, como ser roubada ou não conseguir segurar uma emoção mais forte, pode levar ao desenvolvimento de um medo de perder o controle, pois o trauma pode criar uma sensação de vulnerabilidade.
  2. Personalidade e Temperamento: Pessoas que têm uma necessidade natural de controle ou que são perfeccionistas podem ser mais propensas a experimentar esse medo.
  3. Ansiedade e Estresse: Níveis elevados e crises frequentes de ansiedade e estresse podem amplificar o medo de perder o controle, criando um ciclo vicioso difícil de quebrar.

Sinais e Sintomas

  • Ansiedade Intensa: Preocupações constantes e intensas sobre perder o controle em várias situações.
  • Comportamentos de Evitação: Evitar situações que podem desencadear o medo.
  • Sintomas Físicos: Palpitações, tremores, sudorese e outros sintomas físicos de ansiedade.
  • Pensamentos Catastróficos: Imaginar, constantemente, os piores cenários possíveis.

Estratégias para Lidar com o Medo de Perder o Controle

  1. Praticar a Aceitação
    • Aceite que nem tudo está sob seu controle. A vida é imprevisível e aprender a conviver com a incerteza é fundamental. Movimentos terapêuticos que tragam a sensação de aterramento e distribuição da energia por todo o corpo, técnicas de respiração consciente e meditação podem ajudar a cultivar essa aceitação.
  2. Desenvolver Técnicas de Relaxamento
    • Respiração profunda com enfase na expiração, manejos terapêuticos que promovam a liberação dos pensamentos, relaxamento de músculos da face e do pescoço bem como a movimentação de braços e pernas são excelentes maneiras de reduzir a ansiedade e melhorar sua capacidade de lidar com o estresse.
  3. Falar Sobre Seus Medos
    • Compartilhar seus sentimentos com amigos, familiares ou um terapeuta pode ser muito útil. Falar sobre seus medos pode diminuir sua intensidade e oferecer novas perspectivas.
  4. Exercícios Físicos
    • A prática regular de exercícios físicos pode reduzir os níveis de ansiedade e melhorar seu humor geral. Atividades como caminhada, corrida ou dança podem ser muito eficazes.
  5. Estabelecer Limites Realistas
    • Estabeleça metas realistas e permita-se falhar. Entender que falhas são parte do processo de crescimento pode ajudar a reduzir o medo de perder o controle.
  6. Buscar Ajuda Profissional
    • Se o medo de perder o controle estiver afetando significativamente sua vida, buscar ajuda de um psicólogo ou psiquiatra pode ser essencial. A Terapia Corporal é uma ferramenta poderosa capaz de trazer acolhimento, liberação e compreensão das emoções, pensamentos e padrões de comportamento, para que possam ser transformados, permitindo que a vida siga seu fluxo livremente.

Reflexão Final

O medo de perder o controle é comum ao ser humano, mas deixa de ser saudável quando assume o domínio da sua vida. Compreender suas raízes e aplicar estratégias práticas pode ajudá-la a lidar melhor com esses sentimentos e viver uma vida mais equilibrada e gratificante. Lembre-se, buscar apoio quando necessário é um sinal de força, não de fraqueza. A jornada para superar esse medo pode ser desafiadora, mas é um passo importante para uma vida mais serena e realizada.

Com carinho e acolhimento, Flávia Tavares

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Nomofobia: O Medo de Ficar Sem Celular

A nomofobia — o medo de ficar sem acesso ao celular — é um fenômeno moderno que reflete a nossa crescente dependência da tecnologia móvel. O termo, uma abreviação de “no-mobile-phone phobia”, descreve a ansiedade e o desconforto que muitos sentem quando estão sem seus dispositivos.

Em uma sociedade onde a comunicação instantânea é a norma, ficar sem celular pode parecer impensável para muitos. O dispositivo tornou-se uma extensão de nós mesmos, armazenando informações pessoais, conectando-nos com outros e servindo como uma ferramenta para navegar no mundo ao nosso redor.

A nomofobia pode se manifestar de várias maneiras:

  • Ansiedade ao esquecer o celular em casa.
  • Preocupação constante com a bateria do telefone.
  • Necessidade compulsiva de verificar notificações.
  • Dificuldade em se desconectar, mesmo em momentos que deveriam ser de relaxamento ou socialização.

Essa dependência pode ter implicações significativas para a nossa saúde mental e bem-estar. O uso excessivo do celular tem sido associado a problemas como distúrbios do sono, estresse, ansiedade e até mesmo depressão.

Como terapeuta holística, eu reconheço a importância de encontrar um equilíbrio saudável no uso da tecnologia. Ela sugere algumas estratégias para combater a nomofobia:

  • Estabeleça limites para o uso do celular, especialmente antes de dormir.
  • Crie momentos de desconexão durante o dia para se reconectar consigo mesmo e com o ambiente ao seu redor.
  • Pratique a atenção plena para estar presente no momento, em vez de distraído pelo telefone.
  • Cultive hobbies e atividades que não envolvam tecnologia, promovendo assim uma vida mais equilibrada.

Ao enfrentar a nomofobia, não estamos apenas reduzindo nossa dependência do celular; estamos também abrindo espaço para uma vida mais rica e conectada com o que realmente importa. Lembre-se, o celular é uma ferramenta, não um tutor.

Com carinho e acolhimento, Flávia Tavares.

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Corrida Contra o Tempo: a aceleração da vida está tirando sua paz?

Em um mundo onde a velocidade da informação e a pressão por produtividade nunca foram tão intensas, muitos de nós nos encontramos em uma corrida constante contra o tempo. A sensação de estar sempre atrasado, devendo algo a alguém ou a nós mesmos, tornou-se uma companheira diária, alimentando um ciclo de irritação e ansiedade que parece não ter fim.

A vida contemporânea, com suas demandas incessantes e expectativas elevadas, nos empurra para um estado de alerta constante. Estamos sempre conectados, verificando nossos dispositivos em busca de atualizações, temendo perder algo importante. Mas o que realmente estamos perdendo é a nossa paz interior.

A verdade é que essa aceleração pode nos deixar exaustos, tanto mental quanto emocional e fisicamente. A sensação de débito contínuo, de nunca ser suficiente, pode nos levar a um estado de irritabilidade crônica. Estamos sempre correndo, mas para onde? Para quê? E a que custo?

É fundamental reconhecer que a paz não é encontrada na conclusão de uma lista de tarefas, mas no equilíbrio entre as exigências da vida e os momentos de quietude. A paz acontece quando aprendemos a dizer “não”, a estabelecer limites saudáveis e a priorizar o que realmente importa.

Para encontrar essa paz, é necessário aprender a desbloquear pontos chaves no seu corpo para abrir espaço interno e permitir sua desaceleração. A maneira de fazer isso é bem simples e muito eficiente, reside em realizar toques e movimentos terapêuticos especifícos aliados à uma respiração consciente.

Você, assim como muitos de nós, pode estar se sentindo sobrecarregada pela aceleração da vida contemporânea. Mas é possível reencontrar a paz. Começa com a conscientização de que somos mais do que nossa produtividade e que merecemos momentos de calma e contentamento, independentemente de nossa lista de tarefas.

Vamos juntos desacelerar e redescobrir a serenidade que existe dentro de cada um de nós, mesmo em meio ao caos do dia a dia. Porque, no final das contas, a paz que buscamos está sempre ao nosso alcance, esperando que façamos a escolha consciente de abraçá-la.

Com carinho e acolhimento, Flávia Tavares.

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Até Onde Você Vai para Impressionar Alguém?

Você já parou para pensar em quantas vezes moldamos nossas ações e palavras para impressionar os outros? Na tentativa de agradar, frequentemente nos afastamos de quem realmente somos. Esse comportamento pode ser exaustivo e prejudicial para nossa autoestima e bem-estar emocional. Hoje, vamos refletir sobre essa necessidade de agradar e como podemos nos libertar desse ciclo para viver de maneira mais autêntica e satisfatória.

 

A Pressão de Agradar

Desde cedo, somos ensinadas a buscar a aprovação dos outros. Seja na escola, no trabalho ou nas relações pessoais, a necessidade de agradar pode se tornar uma força poderosa. Muitas vezes, nos esforçamos para ser vistas de uma certa maneira – mais competentes, mais gentis, mais “perfeitas”. Essa pressão constante pode levar ao desgaste emocional e à sensação de que nunca somos boas o suficiente.

A Imagem que Queremos Projetar

Quantas vezes nos pegamos criando uma imagem que imaginamos que é o que os outros querem ver ou que esperam de nós? Seja nas redes sociais, onde compartilhamos apenas os momentos felizes e conquistas, ou na vida real, onde evitamos mostrar nossas vulnerabilidades. Essa projeção constante pode nos desconectar de nossa verdadeira essência. Quando nos concentramos em como gostaríamos de ser vistas, perdemos a oportunidade de nos aceitar como somos e de permitir que os outros nos conheçam verdadeiramente.

O Custo de Não Ser Autêntica

Viver para impressionar os outros pode ter um custo alto. Sentimos uma pressão constante para corresponder às expectativas alheias, o que pode levar à ansiedade, ao estresse e até à depressão. A falta de autenticidade pode dificultar a construção de relacionamentos genuínos e significativos, uma vez que os laços criados são baseados em uma versão fictícia de nós mesmas. Além disso, sustentar esse padrão não natural, demanda uma quantidade imensa de energia, sendo exaustivo e desgastante para o físico, mental e emocional. Ser autêntico, pode ser mais desafiador, mas é mais econômico e saudável para seu corpo.

 

Caminhando em Direção à Autenticidade

A chave para viver de maneira mais autêntica é começar a valorizar a nós mesmas pelo que somos, e não para atender às expectativas dos outros e do meio externo. Aqui estão algumas estratégias para ajudar nessa jornada:

  1. Autoconhecimento: Invista tempo para se conhecer melhor através de um processo terapêutico. Quais são seus valores, paixões e desejos? O que te faz sentir realizada e feliz?
  2. Aceitação: Aprenda a aceitar suas imperfeições. Ninguém é perfeito, acolha sua vulnerabilidade. Aceitar suas ‘falhas’ é um passo importante para a autenticidade.
  3. Defina seus próprios padrões: Opte por criar e seguir os seus próprios padrões, baseado em seus valores e desejos, ao invés de seguir padrões alheios e sem significado. O que é importante para você? Quais são suas metas e aspirações?
  4. Cercar-se de pessoas que te apoiam: Construa uma rede de apoio com pessoas que te aceitam pelo que você é. Relacionamentos genuínos te dão a liberdade de ser você mesma.

 

Impressionar os outros pode ser um desejo natural, mas não deve governar nossas vidas. Quando nos libertamos da necessidade de agradar e abraçamos nossa verdadeira essência, encontramos paz e alegria duradouras. Lembre-se, você é única e valiosa exatamente como é. Ao escolher ser autêntica, você não só melhora sua própria vida, mas também inspira os outros a fazerem o mesmo.

Vamos juntas nessa jornada de autodescoberta e autenticidade.

Com carinho e acolhimento, Flávia Tavares

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Críticas e Opiniões Alheias: Como Não Levar Para o Coração

Receber críticas e opiniões dos outros, inevitavelmente, faz parte da vida. No entanto, para algumas pessoas, essa experiência pode ser especialmente desafiadora. Muitas vezes, lidamos com expectativas e julgamentos que podem minar nossa autoconfiança. Vamos explorar estratégias para lidar com críticas e opiniões alheias de maneira saudável e construtiva.

O Poder da Autoconfiança

A autoconfiança é essencial para enfrentar críticas para que estas não abalem a nossa autoestima. É ela que sustenta nossa força interior e nos fazendo acreditar em nós mesmas, independente do que os outros venham a dizer. Cultivar essa confiança começa com o autoconhecimento: reconhecer nossas qualidades, capacidades, dons, talentos, habilidades e valores. Envolva-se em atividades que te conecte com essas competências e fortaleçam sua autoconfiança. Lembre-se, o mais importante é a imagem que você constrói e acredita sobre si mesma!

Desconstruindo Críticas Destrutivas

Nem todas as críticas são iguais. Existem as críticas construtivas e que nos ajudam a crescer, enquanto outras são totalmente nocivas e destrutivas. É fundamental ter discernimento para distinguir uma da outra. Quando receber uma crítica, pergunte-se: “Isso é útil para mim? Posso aprender algo com isso?” Se a resposta for não, deixe fluir e não se apegue a ela. No momento em que você reconhece o seu valor, sem arrogância, você se torna impermeável à tudo aquilo que não vem para agregar. Não permita que críticas destrutivas definam seu valor. Aprender a filtrar o que realmente importa é um ato de autocompaixão e sabedoria.

Praticando a Empatia

Entender o ponto de vista do outro pode nos ajudar a não levar críticas para o nosso coração. Às vezes, as críticas dizem mais sobre quem as faz do que sobre quem as recebe. Praticar a empatia nos permite ver além das palavras duras e entender as possíveis motivações por trás delas. Isso não significa aceitar críticas injustas, mas sim escolher não ser dominada por elas. A empatia pode transformar nossa reação diante das opiniões alheias, permitindo-nos responder com delicadeza e equilíbrio.

Autocuidado e Resiliência

Por fim, a importância do autocuidado não pode ser subestimada. Cuidar de si mesma física, emocional e mentalmente é essencial para desenvolver resiliência emocional. Envolva-se em práticas que promovam bem-estar, como meditação, exercícios físicos e hobbies que te trazem alegria. Construa uma rede de apoio com pessoas que te valorizam e te encorajam. Resiliência emocional é a capacidade de se recuperar das adversidades, e cuidar de si mesma é o primeiro passo para fortalecer essa habilidade.

Adotando essas estratégias, podemos fortalecer a autoconfiança, proteger nosso bem-estar emocional e não permitir que críticas externas afetem nosso coração e mente. Lembre-se, cada opinião é apenas um ponto de vista e não define quem somos. Você é a autora da sua própria história e merece viver com alegria e autoconfiança.

Com carinho e acolhimento, Flávia Tavares.

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Padrões de Beleza Inalcançáveis e a Depressão

Hoje vamos falar sobre um tema que afeta muitas de nós: os padrões de beleza impostos pela sociedade. Essas expectativas estéticas, muitas vezes inalcançáveis, podem ter um impacto profundo em nossa saúde mental. Vamos explorar essa relação e entender como podemos lidar com ela.

 

A Formação dos Padrões de Beleza

Os padrões de beleza são construções sociais que variam ao longo do tempo e em diferentes culturas. O que é considerado belo hoje pode ser completamente diferente do que era há algumas décadas. No Brasil, por exemplo, já passamos por diferentes ideais de beleza, desde corpos esguios até músculos definidos e lábios volumosos.

 

O Sofrimento Causado pela Imposição

A imposição desses padrões pode prejudicar nossa autoestima e bem-estar psicológico. Muitas mulheres se sentem pressionadas a atender essas demandas, levando a quadros de somatização como: ansiedade, insegurança emocional, autoexigência e até a depressão. A busca incessante por uma aparência perfeita e socialmente aceitável pode nos deixar exaustas, frustradas e insatisfeitas.

 

O Movimento Body Positivity

Felizmente, há um movimento crescente chamado “Body Positivity” que nos encoraja a aceitar nossos corpos como são. Ele nos lembra de que a beleza não deve ser padronizada e que todos os tipos físicos são válidos. Celebrar nossas imperfeições e valorizar nossa saúde mental é essencial para combater os efeitos negativos dos padrões inalcançáveis.

Dentro desse contexto, existem marcas que valorizam a diversidade e representam mulheres reais em suas campanhas, contribuindo para uma mudança positiva na indústria da publicidade, mostrando que a beleza está em toda parte e em todos os tipos de mulheres.

Aqui estão alguns exemplos:

  1. O Boticário: frequentemente apresenta mulheres de diferentes idades, etnias e corpos em suas campanhas. Eles celebram a beleza autêntica e promovem a autoaceitação.
  2. Natura: também é conhecida por sua abordagem inclusiva. Suas campanhas destacam a diversidade de belezas e corpos, reforçando a mensagem de que todas as mulheres são lindas à sua maneira.
  3. Coca-Cola: A Coca-Cola tem uma longa história de campanhas que celebram a diversidade. Eles frequentemente apresentam mulheres de diferentes origens culturais, idades e estilos de vida, mostrando que a felicidade não tem um padrão único.
  4. C&A: A marca de moda C&A tem se esforçado para representar mulheres reais em suas campanhas. Elas incluem modelos de diferentes tamanhos, cores de pele e origens, promovendo a aceitação e a positividade corporal.

 

Lembrem-se de que somos mais do que nossa aparência. Cuidem-se, amem-se e busquem a felicidade além das expectativas impostas.

Você é ÚNICA e por isso é ESPECIAL, como VOCÊ É!!!

Com carinho e escuta, Flávia Tavares

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Lidando com o Término: Reações Comuns que Você Deve Evitar

Hoje quero falar sobre algo que todas nós já enfrentamos em algum momento: o término de um relacionamento. Seja um namoro, casamento ou até mesmo uma amizade profunda, a dor da separação pode ser avassaladora. Mas calma, não estamos sozinhas nessa jornada. Vamos conversar sobre algumas reações comuns que devemos evitar para superar esse momento delicado.

1. Stalkear

Sim, eu sei que a curiosidade é grande. Queremos saber o que o ex está fazendo, com quem está saindo e se está sofrendo tanto quanto nós. Mas a verdade é que ficar stalkeando nas redes sociais só prolonga a agonia. Afinal, o que você vai ganhar com isso? Mais tristeza e ansiedade, aumentando o seu sofrimento. Então, respire fundo e desapegue do botão de seguir.

2. Fingir que está bem

Quantas vezes já sorrimos quando, por dentro, estamos desmoronando? É normal querer parecer forte e independente, mas não há problema em admitir que estamos machucadas. Chorar, desabafar com uma amiga ou até mesmo procurar um terapeuta são atitudes saudáveis. É importante vivenciar as diversas fases do luto de uma separação, entrando em coMtato com as emoções que cada uma provoca. Só assim poderemos, verdadeiramente, superar o término e nos abrirmos para um novo relacionamento.

 

3. Provocar

Às vezes, a raiva e a mágoa nos fazem querer provocar o ex. Mandar mensagens ácidas, fazer comentários sarcásticos ou até mesmo flertar com outras pessoas para causar ciúmes. Mas lembre-se: não é isso que vai te trazer paz. A ‘vingança’ e a provocação só perpetuam e alimentam o ciclo de dor. Foque em cuidar de si mesma e deixe o passado para trás.

4. Revisitar Lugares Especiais

É tentador voltar aos lugares onde compartilhamos momentos felizes com o ex. Mas isso só reaviva as lembranças e dificulta a superação. Evite revisitar esses locais por um tempo e concentre-se em criar novas memórias.

5. Isolamento

Às vezes, nos fechamos para o mundo após um término, o que pode ser importante por um período. Evitamos amigos, nos afastamos das atividades que amamos e ficamos reclusas em nossa casa e no nosso mundo interno. O isolamento prolongado, também prolonga a tristeza. Busque apoio, saia com pessoas queridas e mantenha-se ativa.

É, sei que não é fácil, mas lembrem-se de que o tempo é nosso aliado. Permitam-se sentir, aprender e crescer com essa experiência. E, acima de tudo, sejam gentis consigo mesmas. Todas merecemos amor e felicidade, mesmo após um término. Depois de um ‘game over’, existe sempre um ‘play again’.

Com carinho e escuta, Flávia Tavares

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Desvendando os Altos e Baixos do Apetite: Como as Emoções Influenciam sua Fome

Quando se trata de nossa relação com a comida, muitos de nós experimentamos altos e baixos em relação ao apetite, sem entender completamente por que isso acontece. No entanto, a conexão entre nossas emoções e nossa fome é mais profunda do que imaginamos. Vamos explorar como nossos estados emocionais podem influenciar diretamente nossos hábitos alimentares e o que isso pode revelar sobre nosso bem-estar geral.

Oscilações no Apetite: Um Sinal de Alarme Emocional

Muitas vezes, quando nos sentimos estressados, ansiosos, deprimidos ou mesmo felizes, nossos padrões alimentares podem mudar drasticamente. Alguns podem experimentar uma perda repentina de apetite, enquanto outros podem buscar conforto na comida, levando a episódios de compulsão alimentar. Essas oscilações podem servir como indicadores de nossas emoções internas, refletindo nossos conflitos emocionais e nossos padrões de comportamentos diante das situações da vida.

Comer por Emoção: O Papel da Alimentação e o coMtato com o seu Prazer

A chamada fome emocional está associada ao comer emocional e é motivada exclusivamente por uma emoção. Nesses casos, a comida deixa de ter a função primária de nutrição e passa a desempenhar o papel de suprir uma emoção desafiadora e trazer prazer e conforto momentâneos para o corpo.

Quem nunca comeu um chocolate quando se sentiu triste ou estressado? Um fato isolado e se temos a conciência da emoção, tudo certo! No entanto, quando essa prática torna-se uma constante, pode evoluir para transtornos alimentares mais severos ou ‘comer por emoção’ pode se tornar um ciclo vicioso.

A Importância da Consciência Alimentar

Reconhecer a conexão entre nossas emoções, nosso corpo e nossa fome é o primeiro passo para cultivar uma relação mais saudável com a comida e conosco.

Nossa boca tem algumas funções emocionais:

  • Expulsar – soltar, deixar sair, colocar para fora: o ar, a expressão, os pensamentos, os sentimentos. Em desequilíbrio pode trazer sensação de esvaziamento, sem capacidade de segurar ou conter o que nutre e o que é essencial.
  • Ingerir – colocar para dentro: morder, digerir, controlar, prender. Em desequilíbrio pode causar tensão na madíbula e dentes, sensação de insaciedade, segurar pensamentos, emoções, projetos.
  • Degustar – saborear a vida – é o equilíbrio saudável entre o que entra e o que sai, gerando PRAZER.

Portanto, existe uma ligação direta com o quanto você se permite ou não entrar em coMtato e desfrutar o seu PRAZER!

E aí, como você se percebe em relação à essas três funcões emocionais e ao seu prazer?

O desenvolvimento da consciência alimentar permite identificar os gatilhos emocionais que nos levam a comer impulsivamente e criar estratégias mais saudáveis para lidar com nossos sentimentos. Desta forma, estaremos atuando na causa da fome emocional, sem mascarar o desconforto e a emoção associada.

Ao escutar aos sinais que nosso corpo e nossas emoções nos enviam, podemos cultivar uma relação mais equilibrada e nutritiva com a comida e com nós mesmos. Os movimentos corporais terapêuticos são excelentes para que você encontre esse equilíbrio e desenvolva uma relação saudável com seu corpo e o seu prazer.

Quando a fome emocional é frequente, buscar ajuda profissional terapêutica é essencial para identificar e atuar na raiz do problema resgatando uma relação saudável e prazerosa com a comida. Estou aqui para te ajudar nesse processo.

Com carinho e escuta,

Flávia Tavares

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Cansaço Persistente: O Vínculo entre a Fadiga e as Emoções

Você já teve a sensação de acordar após uma boa noite de sono, mas ainda se sentir completamente exausto? Esse cansaço persistente pode ser mais do que apenas físico – muitas vezes está profundamente enraizado em nossas emoções e estados mentais. É o CORPO pedindo para desacelerar e estabelecer limites saudáveis!

A Natureza da Fadiga:

A fadiga vai além do simples cansaço físico. Ela se manifesta como uma sensação constante de esgotamento, mesmo depois de períodos de repouso adequado. Essa exaustão pode afetar todas as áreas da nossa vida, tornando as tarefas diárias um desafio.

O Papel das Emoções:

As emoções desempenham um papel significativo na experiência da fadiga persistente. O estresse crônico, a ansiedade, a tristeza e outras emoções negativas roubam nossa energia e sobrecarregam nosso sistema nervoso, levando à exaustão física e mental. E, para conseguir relaxar, o corpo também precisa de energia, vocâ sabia disso?

Identificando as Causas Subjacentes:

É fundamental explorar as causas subjacentes desse cansaço persistente. Isso pode envolver uma autoavaliação honesta de nossos padrões de pensamento, comportamentos e emoções. Às vezes, a fadiga é um sinal de que estamos ignorando, consciente ou inconscientemente, nossas necessidades emocionais, que todos nós temos, e que influenciam nossos comportamentos e bem-estar geral. A fadiga crônica fala de um excesso de mental e de controle onde o corpo vive em estado de alerta e sobrevivência constantes, sem conseguir descarregar e relaxar.

Dentre as necessidades emocionais estão: afeto, pertencimento, segurança, proteção, autonomia, valorização, crescimento pessoal e a busca de um propósito de vida.

Essas necessidades são essenciais para um desenvolvimento saudável e equilibrado e sua satisfação é imprescindível para uma vida plena e feliz. Como está acontecendo aí com você?

Estratégias de Autocuidado:

Para lidar eficazmente com a fadiga persistente, é importante adotar práticas regulares de autocuidado. É preciso aprender a ESCUTAR o seu corpo, ACALMAR as emoções para que essas energias possam fluir livremente e, principalmente EXPIRAR o excesso de carga, através de movimentos terapêuticos que possibilitem abrir espaço no corpo e ele se sentir seguro para RELAXAR.

Outras técnicas como meditação, atividade física regular, sono de qualidade, nutrição adequada e a busca de apoio emocional, quando necessário, podem ser incluídas nesse processo de conscientização e liberação corporal.

Ao reconhecer a conexão entre nossa fadiga persistente e nossas emoções, podemos iniciar um processo de cura e autocuidado mais profundo. Lembre-se de que é normal sentir-se cansado de vez em quando, mas se a fadiga persistir, é importante buscar ajuda profissional adequada para entender e abordar suas causas subjacentes.

Priorize seu bem-estar emocional e físico, e lembre-se de que você não está sozinho nessa jornada. Estou aqui para te ajudar.

Com carinho e escuta,

Flávia Tavares