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ALTA CONEXÃO DIGITAL, BAIXA CONEXÃO FÍSICA

Vamos refletir juntos sobre um tema que tem se mostrado cada vez mais relevante em nossas vidas: a relação entre a conexão virtual e a conexão física. Em meio a toda essa tecnologia que nos conecta, será que estamos, de fato, criando relações autênticas ou nos distanciando do contato humano genuíno?

Nos dias atuais, vivemos em um mundo extremamente conectado, com inúmeras formas de interação digital. É inegável que essas tecnologias trouxeram agilidade na comunicação, facilitaram processos e nos proporcionaram acesso a um vasto universo de informações. Entretanto, precisamos ponderar sobre o impacto dessas mudanças na natureza das nossas relações pessoais.

Quantas vezes já nos pegamos escrevendo uma mensagem no Whatsapp ou enviando um e-mail, escolhendo as palavras com mais liberdade, já que a conexão virtual nos oferece uma espécie de proteção? Para os mais tímidos, é uma forma confortável de se expressar e se comunicar.

Contudo, aqui está o cerne da questão: essa ausência de coNtato e conexão física pode levar a interpretações equivocadas, uma vez que cada indivíduo do outro lado da tela dará a sua própria entonação e emoção às palavras recebidas. O que queremos transmitir nem sempre é exatamente o que o outro perceberá. Nessa armadilha das relações virtuais, podemos perder a oportunidade de nos conectar de forma genuína.

Uma verdadeira relação, seja pessoal ou profissional, requer entrega, presença, disponibilidade, reciprocidade e cumplicidade. É um coMtato mais profundo, que vai além das palavras escritas, envolvendo calor humano, afeto, risos compartilhados, apoio mútuo e abraços acolhedores. É no coMtato físico que revelamos quem realmente somos, sem rodeios.

Escrevi este texto em 2019, e desde então, a pandemia trouxe ainda mais desafios nesse sentido. A internet, tão presente em nossas vidas, é uma ferramenta poderosa, mas precisamos ter cuidado para não nos perdermos no mundo virtual e negligenciarmos a importância das relações presenciais.

A conexão digital pode aproximar pessoas que estão distantes, mas não substitui a experiência de viver o mundo real com todos os nossos sentidos. Explorar as possibilidades do corpo e vivenciar momentos significativos não se compara a viver através de uma tela.

Nós, seres humanos, somos seres sociais e relacionais por natureza. Precisamos uns dos outros, da sensação de pertencimento a um grupo ou família, e das trocas afetivas que permeiam nossa existência. É impossível pensar em saúde mental sem considerar a importância das relações interpessoais.

 

O UNIVERSO MULHERES 50+ E O UNIVERSO DIGITAL

Pensando especialmente no universo das mulheres 50+, percebo como as redes sociais podem gerar pressões e comparações desnecessárias, que afetam nossa saúde emocional. O processo de envelhecimento é natural e deve ser vivido com plenitude, resgatando nossas forças, sabedoria e beleza.

Nesse contexto, é fundamental equilibrar o uso das tecnologias com a conexão física, valorizando as relações autênticas e as experiências vividas pessoalmente. E para você, mulher 50+, que busca uma vida mais realizada, convido-a a fazer parte do Clube REALIZA+, onde encontrará apoio e incentivo em um grupo de mulheres com os mesmos objetivos.

Que possamos manter a alta conexão digital, mas sem perder de vista a importância do coNtato humano verdadeiro. Invista em si mesma, cuide da sua saúde física e emocional, e lembre-se sempre de que você é luz, amor e alegria.

Vamos juntas construir relações mais autênticas e significativas. Venha para o Clube REALIZA+ e receba o incentivo e ajuda que a força de um grupo de mulheres, com o mesmo objetivo que você, de viver uma vida muito mais REALIZADA depois dos 50!

Até breve, Flávia Tavares

https://flavinhatavares.com.br/clube-realiza/

 

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ESTEJA ATENTA AOS SINAIS DO SEU CORPO

O SEU CORPO – ESSA CASA ONDE VOCÊ NÃO MORA

“Neste instante, esteja você onde estiver, há uma casa com o seu nome. Você, é o único proprietário, mas faz tempo que perdeu as chaves. Por isso, fica de fora, só vendo a fachada. Não chega a morar nela. Essa casa, teto que abriga suas mais recônditas e reprimidas lembranças, é o seu corpo.”

“Se as paredes ouvissem… Na casa, que é o seu corpo, elas ouvem. As paredes que tudo ouviram e nada esqueceram são os músculos. Na rigidez, crispação, fraqueza e dores dos músculos das costas, do pescoço, diafragma, coração e também do rosto e do sexo, está escrito toda sua história, do nascimento até hoje.”

Livro O corpo tem suas razões – Thérèse Bertherat e Carol Bernstein

 

Pois é, nosso corpo não esquece de nada que lhe aconteceu – tudo aquilo que você viu, ouviu, calou, expressou, reprimiu e sentiu está registrado no seu corpo, nas suas células.

O seu corpo é o local onde, tudo que você viveu, ficou marcado seja através de cicatrizes aparentes, de rugas e linhas de expressão, de gozos indescritíveis, de dores internas que só você sente, de couraças musculares que você criou para se defender, de momentos de uma felicidade genuína e de lugares que você nem sabe que existem. É nesse lugar, nesse corpo que você mora todos os dias.

Nós possuímos várias dimensões corporais, onde as mais conhecidas são: física, mental, emocional, energética e espiritual. Essas dimensões formam o nosso ser. Portanto, não é possível separar e olhar as dimensões isoladamente, o desequilíbrio de uma afeta o equilíbrio de todas as outras dimensões.

Sendo assim, aprender a escutar o seu corpo é fundamental pois uma simples entorse de tornozelo pode vir de um desequilíbrio emocional causado por alguma situação de estresse ou por você estar atravessando um momento de transição e mudança na sua vida. Da mesma maneira, uma gripe que te deixa de cama, pode ser o seu corpo forçando você a dar uma pausa por ter excedido o seu limite.

 

Percebe a relação que existe entre todas as nossas dimensões e, por essa razão, não podem ser analisadas isoladamente?

 

“Nosso corpo somos nós. É a nossa única realidade perceptível. Não se opõe à nossa inteligência, sentimentos, alma. Ele os inclui e dá-lhes abrigo. Por isso, tomar consciência do próprio corpo é ter acesso ao ser inteiro…pois corpo é espirito, psíquico e físico.”

Livro O corpo tem suas razões – Thérèse Bertherat e Carol Bernstein

 

 

O CORPO E SEU PROCESSO DE ADAPTAÇÃO

“Sem perceber, desde os primeiros meses de vida, você reagiu as pressões familiares, sociais e morais. “Ande assim. Não se mexa. Tire a mão daí. Fique quieta. Faça alguma coisa. Vá depressa. Aonde você vai com tanta pressa…?”

“Atrapalhado, você se dobrou como pôde. Para conformar-se, você se deformou. Seu corpo de verdade harmonioso, dinâmico e feliz, por natureza, foi sendo substituído por um corpo estranho que você aceita com dificuldade, que no fundo você rejeita.”

Livro O corpo tem suas razões – Thérèse Bertherat e Carol Bernstein

 

Tudo isso fica armazenado no seu inconsciente e, a partir desses registros, suas crenças, padrões mentais e emocionais são estabelecidos. Você os carrega vida a fora, sem se questionar se fazem ou não sentido para você. Sendo assim, seu corpo, que não tem outra alternativa, se adapta a eles, reprimindo emoções e sentimentos, estabelecendo incoerências entre o pensar e o sentir e desencadeando doenças e disfunções de toda ordem. Esse processo recebe o nome de somatização que é quando a mente, por meio de pensamentos e do estado emocional em conflito, manifesta dores e doenças no corpo físico. O corpo apresenta sintomas, mas sem existir uma doença física associada ao desconforto, sendo os problemas emocionais os seus causadores.

E tudo isso, com um único intuito, te proteger das memórias de dor e sofrimento que você traz, nas suas células, dessa e de outras vidas. Enquanto você não decidir olhar e encarar essas dores e incômodos, eles continuarão a ameaçar você e a adoecer o seu corpo.

 

ENTÃO…COMO APRENDER A ESCUTAR O SEU CORPO?

A primeira coisa que você precisa entender é que, para escutar o seu corpo, você precisa silenciar a sua mente – a mente vai sempre consultar os registros sobre cada situação que você vivenciou e vai tentar, de tudo, para você continuar fazendo, pensando e agindo sempre da mesma forma. Lembra, isso tudo pra te proteger…

Mas você precisa silenciar a sua mente, então o que fazer?

Você aceita e agradece o que ela te traz, mas você diz a ela que, desta vez, você vai fazer diferente e que é você quem está no comando e não as suas memórias.

Assim, você começa a se permitir entrar em coMtato com as suas emoções e seus sentimentos e a criar coerência entre o que sente e o que pensa.

Essa coerência, por sua vez, ‘acalma’ o seu corpo, pois ele entende que você escutou o sinal que ele te enviou e os sintomas não tem mais necessidade de se manifestarem.

Claro que, tudo isso é um processo onde você vai precisar ter paciência, empatia e compaixão com você mesma. Entretanto, a partir do momento que sua mente percebe que isso é bom para você, ela também vai começar a te ajudar nesse processo, fortalecendo esse novo caminho neural (registro) que está sendo criado no seu cérebro e na sua memória celular.

 

A VISÃO HOLÍSTICA SOBRE ALGUMAS PARTES DO CORPO

Vamos entender agora o que algumas partes do corpo querem nos dizer quando apresentam algum sintoma físico, na visão da Leitura Corporal.

Cabeça: o corpo físico é uma estrutura pensante e aquilo que é processado pelo cérebro surge da atividade de todos os órgãos e segmentos corporais. Funciona como um “painel de controle” que organiza, traduz e direciona informações de diferentes ordens e provindas de diversas qualidades de inteligência – lógica, sensorial, emocional, orgânica, espiritual.

A testa estrutura a forma do pensamento, ativando as funções mentais subjetivas (hemisfério esquerdo) e as funções mentais objetivas (hemisfério direito). O couro cabeludo está relacionado aos potenciais pessoais, onde: a parte posterior ativa a satisfação das necessidades pessoais, estimula a percepção visual e adequa o uso dos potenciais, da força pessoal e do desejo de conquista e o topo é o centro da espiritualidade, o ponto de conexão com o todo, com o Universo.

Quadril: é o “Centro Estimulador do Poder Criativo”, ele incentiva a inventividade, a prática do improviso, a flexibilidade, a experimentação do inusitado, a descoberta das habilidades e dos talentos pessoais.

Ao perceber alguma falta, dificuldade de mobilização ou dor no quadril, questiona-se: ‘reconheço e utilizo meus dons e talentos?’, ‘onde não estou sendo flexível?’, ‘estou fazendo uso da minha criatividade?’, ‘me permito viver novas experiências?’.

Coluna: é o “Pilar de \Afirmação da Identidade”, é composta pelo conjunto de estruturas que transformam os impulsos pessoais – como as ideias, as emoções, as sensações e os desejos – em atitudes, posicionamentos e ações. A coluna possui cinco regiões distintas – coccígena, sacral, lombar, torácica e cervical – totalizando 33 vértebras, que estão relacionadas às sensações de chão, eixo e estabilidade.

Pela coluna vertebral circula a qualidade da sua energia genuína, e a sua experiência de conceber-se, conhecer-se e pronunciar-se. É muita coisa, né?

A coluna sofre desvios e alterações quando você escolhe incorporar comportamentos e hábitos alheios que, acima de tudo, são incompatíveis com o seu caráter pessoal.  Os desvios são respostas a esse conflito e possibilitam a descoberta do eixo do seu próprio jeito de ser e de se colocar no mundo.

O que mais adoece a coluna são as prescrições de conduta e a rigidez comportamental. Quando acolhida a autenticidade das manifestações, as vértebras ficam livres para se construir como um alicerce flexível, dinâmico e coerente com os movimentos que você escolheu para a sua vida. Afinal, a cada aprendizado o corpo todo se refaz, e a manutenção do eixo pessoal só é possível com o exercício da mudança.

Membros Inferiores: estão relacionados com a realização dos seus projetos de vida, que passam pelas seguintes fases: elaboração (coxas), seleção, análise e autovalorização (joelhos), estruturação (pernas), equilibração (joelhos), concretização (pés) e estimulação para assumir os seus caminhos e a realização dos anseios internos.

Membros Superiores: estão relacionados com os impulsos de expressão do ser e de realização, que passam pelas seguintes fases: processa o impulso da ação que se deseja realizar (ombros), elabora a ação (braços), questiona e avalia a ação (cotovelos), estrutura as formas de execução da ação – o “como”, concretiza a ação (mãos) e estimula o agir, o assumir e a ampliação da ação (dedos).

 

COMO QUESTÕES PSICOLÓGICAS SE MANIFESTAM NO CORPO

Já deu para perceber que uma dor de cabeça pode estar relacionada ao excesso de controle e o que ela vem te pedir é para deixar a vida fluir e praticar a sua espontaneidade.

Uma entorse de tornozelo pode representar um momento de transição na sua vida onde as coisas ainda não estão totalmente equilibradas.

Portanto, enquanto você não olhar para as suas emoções e sentimentos, dando vazão ao seu sentir, a resposta virá através do seu corpo físico.

Não espere adoecer para ter que encarar o que sente. Deixa doer para passar logo e o corpo físi, não ‘pagar o pato’, pois doenças mais graves podem ocorrer.

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COMO O MINIMALISMO PODE TE TRAZER MAIS SAÚDE MENTAL?

O QUE VEM A SER O MINIMALISMO?

Talvez você já tenha ouvido falar em MINIMALISMO, mas afinal, o que é isso?

Como o próprio nome sugere, minimalismo se traduz como a iniciativa de preservar e cultivar o essencial, descartando os excessos. O minimalismo parte do conceito que de ‘menos é mais’.

Adotar um estilo de vida mais simples é uma decisão, quando se entende que a felicidade reside em criar uma vida coerente com seus significados e imbuída de propósito, e não no acúmulo de posses.

O minimalismo ainda tem um impacto positivo quando se trata de diminuir resíduos de consumo no meio ambiente. Quando você deixa de comprar algo desnecessário, você também deixa de descartá-lo.

O principal objetivo do minimalismo é a mudança de foco – de consumir para criar, de consumir para realmente desfrutar, de consumir para se relacionar.

 

COMO É O ESTILO DE VIDA MINIMALISTA?

É um modelo que se baseia em diminuir drasticamente os níveis de consumo, adquirindo apenas o que é necessário para uma vida plena e onde o foco está em direcionar o olhar para os prazeres que o consumo desenfreado não é capaz de comprar.

Ao adotar um estilo de vida minimalista, você abre mão dos excessos, de coisas, de compromissos, de preocupações que não são essências. É focar nas coisas que, de fato, têm importância real para você. É algo que remete à leveza e praticidade.

Ao seguir um estilo de vida minimalista, você consegue chegar próximo a um estilo de vida de zero desperdício. Atitudes assim ajudam a reduzir o lixo no planeta. Se cada um optar por viver apenas com o básico para a sua existência, o meio ambiente não sofrerá mais com a alta demanda de seus recursos, uma vez que não será preciso uma produção em larga escala.

Esse excesso, não inclui apenas as questões materiais, mas diz respeito também ao excesso de consumo visual, sonoro, mental e emocional. Esse consumo é fortemente incentivado pelas redes sociais, pelo avanço tecnológico e pela facilidade e velocidade com que se tem acesso a todo e qualquer tipo de informação. E isso reflete, diretamente, na sua saúde mental, a partir do momento em que você escolhe consumir apenas o que tem relação com os seus interesses pessoais, não se deixando intoxicar por conteúdos vazios, que de nada irão contribuir para sua vida e que irão consumir o que existe de mais precioso – o seu tempo.

 

OS BENEFÍCIOS DO MINIMALISMO

Ao se livrar dos excessos, você experimenta a paz, a tranquilidade e começa a ter mais clareza sobre tudo na vida. Você diminui, drasticamente, o índice de distrações, de quantidade excessiva de coisas para limpar, organizar e guardar. O que se traduz em mais tempo para você realizar e desfrutar o que é realmente valioso para você.

 

Quando você começa a viver com mais simplicidade e a usufruir dos seus benefícios, você passa a se questionar: “Em que outras áreas da minha vida eu posso remover distrações e excessos para focar naquilo que realmente é importante e me faz bem?”

 

Mas lembre-se, todo processo começa a partir de uma reflexão, de uma autoanálise e de uma decisão interna!!!

 

Existe ainda uma questão que pode ser mais um fator agravante que, talvez você não conheça, mas que pode influenciar negativamente a escolha pelo minimalismo – a Síndrome de F.o.M.O.

 

MAS… O QUE É A SÍNDROME DE F.o.M.O, ?

F.o.M.O.  é uma sigla que vem da expressão Fear of Missing Out, que significa “medo de ficar de fora”. Esse fenômeno é uma realidade há séculos, que possui evidências em textos antigos, mas que só começou a ser estudado na década de 90.

A síndrome foi adicionada no dicionário de Oxford em 2013 e definida como, “apreensão generalizada de que os outros possam estar tendo experiências gratificantes das quais alguém está ausente”.

F.oM.O., portanto, refere-se ao sentimento – medo ou percepção – de que outras pessoas estão se divertindo e vivendo melhor que você.

Ela resulta de um desejo, natural do ser humano, de conexão social, de pertencimento, de aprovação, de reconhecimento e de se sentir incluído.

Os sentimentos de ansiedade, estresse, e às vezes tristeza, associadas ao “medo” de perder alguma coisa, como eventos sociais, reuniões ou encontros com pessoas queridas são alguns dos sinais que caracterizam essa síndrome. E isso faz com que você busque por MAIS, sem nem mesmo saber se PRECISA ou DESEJA e ainda contribuir para transtornos na sua saúde mental.

Uma pesquisa publicada pela Psychiatric Research, por exemplo, evidenciou que a F.o.M.O. não está relacionada à idade ou gênero específicos, e sim ao uso dessas plataformas de mídias sociais. Elas amplificam e impulsionam esses sentimentos e acabam multiplicando os efeitos negativos da falta de conexão social nas pessoas.

“Quando nos sentimos parte de uma comunidade e os outros nos aprovam, nos sentimos melhor sobre nós mesmos. Quando não temos esse senso de aprovação da comunidade, nos sentimos pior sobre nós mesmos”, disse Erin Vogel, Ph.D., psicóloga social e professora associada do Centro de Ciências da Saúde da Universidade de Oklahoma.

 

ENTENDENDO A RELAÇÃO ENTRE A F.o.M.O. E AS MÍDIAS SOCIAIS 

O termo F.o.M.O. foi criado em 96, mas especialistas acreditam que o conhecimento sobre o fenômeno tenha aumentado nos últimos anos em decorrência da ascensão das redes sociais. De acordo com uma análise publicada no World Journal of Clinical Cases, o termo “Fear of Missing Out” ganhou projeção em 2004, o ano de lançamento do Facebook.

Isso reforça o poder das redes sociais em fenômenos e síndromes associados à saúde mental.

A internet e plataformas como o Instagram e o Facebook, por exemplo, proporcionam o compartilhamento da vida das pessoas, o que, invariavelmente, induz à comparação.

A percepção de ‘normal’, ‘felicidade’ e ‘sucesso’ fica totalmente distorcida e trazem a ideia de que se a sua vida não está seguindo esses padrões, você ‘está fora’ – as pessoas nem se questionam sobre a veracidade dessas imagens – e seguem em busca de uma vida ‘igual’ as que assistem nas mídias sociais. E, mais uma vez, não se questionam se tem significado ou não para si mesmas.

 

COMO SABER SE VOCÊ SOFRE DE F.o.M.O.?

Embora exista conhecimento sobre a síndrome de F.o.M.O., ela não é possui uma forma de diagnosticar específica, porém vale a pena ficar atenta à alguns sintomas, como:

    • Verificação obsessiva de mídias sociais para saber o que as outras pessoas estão fazendo;
    • Sentimentos negativos ao comparar a própria vida com a das outras pessoas;
    • Sentir-se mentalmente exausto das mídias sociais;
    • Obsessão com a própria agenda, marcando diversos eventos ao mesmo tempo.

Além disso, esse ‘medo de estar fora’ e de estar perdendo algo, pode aumentar alguns outros sintomas e transtornos relacionados à saúde mental, incluindo:

    • Depressão
    • Ansiedade
    • Stress
    • Angústia
    • Baixa autoestima

 

 

 O MINIMALISMO PODE TE AJUDAR A TRATAR A F.o.M.O. E A GARANTIR SUA SAÙDE MENTAL

Inicialmente, adotar um estilo de vida minimalista pode parecer um tanto quanto desafiador. Ainda mais em uma sociedade onde o consumo é instigado a todo segundo. A redução do desperdício e o aumento do tempo livre podem melhorar a sua qualidade de vida.

Adote as seguinte medidas e

    • ‘Operação pente fino’:

Nas redes sociais, faça uma limpa e siga apenas os perfis que se alinhem com seus significados e contribuam para o seu desenvolvimento pessoal.

 

    • Valorize as experiências:

O mais importante não é ter os carros, roupas e celulares mais caros, e sim, desfrutar de experiências incríveis. Por isso, invista em cursos e viagens que vão agregar a sua vivência.

 

    • Defina prioridades:

Faça uma lista das suas prioridades, descarte tudo que afaste você delas e mantenha o foco nelas.

    • Administre o seu tempo:

Defina quanto do seu tempo, por dia, você vai se dedicar às redes sociais. Divida o restante do seu tempo entre o seu trabalho, sua família, seu lazer e momentos de silencio com você. Você irá observar aumento na sua produtividade, uma vez que não estará desperdiçando seu tempo com coisas desnecessárias.

    • Aprecie o que você tem:

Pratique a gratidão por tudo que você já tem. Em vez de ficar olhando as redes sociais e desejando as coisas que você não tem, seja grato pelo o que já conquistou, siga em busca do que for importante para você, desapegue de tudo que não faz mais sentido em todas as áreas da sua vida e assim você vai descobrir que não é preciso muito para ser feliz. A prática da gratidão pode fazer com que você se sinta mais positiva para o que a vida tem para lhe oferecer. Além disso, o sentimento ajuda a reduzir a vontade de gastar dinheiro em coisas desnecessárias.

    • Qualidade x Quantidade:

O que verdadeiramente importa é a qualidade do que você tem, das pessoas que você se relaciona e de como você usufrui do seu tempo e não a quantidade, que é apenas um número.

    • Detox Digital:

Nos finais de semana, substitua tempo de conexão virtual, por tempo de conexão real, com a família, amigos, com você mesma. Isso pode te ajudar a se desprender do ciclo vicioso de conexão e verificação constantes das redes sociais.

    • Consumo consciente:

Antes de comprar algo, pergunte-se: “Eu realmente preciso disso?”. Se a resposta for não, então seja consciente e escolha investir seu dinheiro com algo necessário. Além disso, opte por produtos recicláveis e reutilizáveis, você está contribuindo positivamente com o meio ambiente e a sustentabilidade do planeta.

E aí, preparada para criar um estilo de vida minimalista?

Me conta aqui se você se identificou com algum ponto da síndrome de F.o.M.O.!

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Fontes de pesquisa:

https://www.ecycle.com.br/estilo-de-vida-minimalista/

https://www.ecycle.com.br/fomo/

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ENVELHECER, O QUE SUA PELE COMUNICA NESSE PROCESSO?

PELE – O MAIOR ÓRGÃO DO CORPO HUMANO, VOCÊ SABIA?

A pele é um órgão que envolve todo o nosso corpo, e é o maior de todos os órgãos, responsável por cerca de 16% do peso corporal. Ela faz parte do sistema tegumentar e exerce diversas funções, sem ela a nossa sobrevivência seria impossível.

A pele mantém nutrientes vitais no corpo e age como uma barreira que impede a entrada de vírus, bactérias e substâncias estranhas no organismo, e ainda fornece proteção contra efeitos nocivos da radiação ultravioleta emitida pelo sol.

A cor, a textura e as dobras da pele contribuem na identificação de cada um de nós – nossa impressão digital.

 

 

E… QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS FUNÇÕES DA PELE?

A pele exerce muitas funções importantes, incluindo:

    • Proteção os órgãos internos, músculos, nervos e vasos sanguíneos contra qualquer tipo de dano.
    • Regulação da temperatura corporal
    • Manutenção do equilíbrio hídrico
    • Percepção de estímulos dolorosos e agradáveis
    • Participação na síntese de vitamina D

 

Muitos dos problemas que se manifestam na pele podem limitar-se à própria pele ou, em alguns casos, a pele dá dicas de alguma doença ou disfunção que pode, inclusive, afetar todo o organismo.

 

 

DE QUE É COMPOSTA A NOSSA PELE?

A pele possui três camadas:

    • Epiderme: é a camada mais superficial, relativamente fina e resistente.
    • Derme: é a camada seguinte da pele, é espessa de tecido fibroso e elástico (composto, principalmente, por colágeno e elastina) que confere à pele a sua flexibilidade e resistência. A derme contém terminações nervosas, glândulas sudoríparas e glândulas oleosas (sebáceas), folículos pilosos e vasos sanguíneos. As terminações nervosas detectam dor, toque, pressão e temperatura.
    • Camada de gordura ou subcutânea: é a camada sob a derme que ajuda a isolar o corpo do calor e do frio, proporciona uma cobertura protetora e serve para armazenar energia.

 

 

A PELE NO PROCESSO DE ENVELHECIMENTO

O envelhecimento é resultado da diminuição da espessura da derme e da epiderme podendo, também, haver perda da camada de gordura subjacente.

A redução no volume e na eficácia em geral de todas as três camadas da pele, reflete em uma série de alterações, dentre elas:

 

    • Perda de elasticidade
    • Secura
    • Redução das sensações
    • Diminuição de proteção aos raios ultravioletas
    • Maior probabilidade de lesões
    • Danos causados pelo sol: manchas, rugas (finas e profundas), pigmentação irregular, textura espessa e seca.

 

Ao logo dos anos ela perde viço e luminosidade e ganha rugas.

 

Para minimizar seus efeitos, use sempre filtro solar, evite se expor ao sol entre 10hs e 16hs, beba bastante água, tenha hábitos de alimentação saudável que incluam grãos integrais, frutas, legumes, verduras, proteínas e gorduras de boa qualidade (abacate, azeite, oleaginosas dentre outras), usufrua de momentos de prazer e lazer, cultive relações saudáveis e ame-se acima de qualquer coisa!

Fazer uso de cosméticos e hidratantes também é recomendado.

Como a pele é o órgão que mais reflete os efeitos da passagem do tempo, sua saúde e sua aparência estão diretamente relacionadas aos hábitos alimentares e ao estilo de vida escolhido.

 

O PODER DO TOQUE

A pele é o mais extenso órgão dos sentidos trazendo em si uma enorme sensibilidade. É através da pele que se estabelece o primeiro coMtato, a primeira forma de comunicação mãe-bebê. O toque deixa impresso em nós memórias que irão nos acompanhar por toda a sua existência.

As memórias e impressões absorvidas por nós através da pele e do toque estão sempre impregnadas de emoções e sentimentos que podem ser de afeto, de aconchego, de calor, de prazer, de cuidado, de nutrição, de amor e que deixarão ‘boas marcas’ ou podem ser sentimentos de dor, de frieza, de agressão, de raiva, de falta de cuidado, de desamor e que deixarão marcas profundas, como a sensação de abandono, de tristeza, de indiferença.

 

É, a partir dessa experiência, que o nosso corpo psicossomático irá se constituir (afetivo, emocional e psíquico). 

 

Entretanto, o ser humano possui, por instinto, uma grande capacidade de autopreservação. Desta forma, sempre encontra uma maneira de se proteger, mesmo que inconscientemente, contra a memória do que lhe causa dor ou sofrimento. Surgem então as couraças musculares que passam a funcionar como armaduras contra determinadas agressões, recalcando as emoções e com isso, bloqueando o sentir e sofrendo em silêncio.

 

Portanto, ao tocar um corpo tenha em mente que está tocando uma história de vida… faça com respeito, cuidado e coMtato.

 

A PELE E AS EMOÇÕES

 A pele é a via de entrada e saída das emoções e responde, de maneira distinta, cada emoção que experimenta.

Alegria, prazer, gratidão, um beijo ou um abraço carinhoso secretam os hormônios da felicidade e bem-estar em nosso organismo, nutrindo nossa pele de maneira saudável.

Emoções que nos causam ameaças, susto, medo, preocupações, estresse repercutem de forma negativa para nossa pele, uma vez que o corpo descarrega hormônios nocivos, como o cortisol.

 A pele também é o nosso órgão de coMtato com o mundo, é onde residem nossos sentimentos íntimos, secretos e profundos e o que delimita o nosso mundo interno, do mundo externo. Ela representa, simbolicamente, a proteção da nossa individualidade.

Quem nunca teve uma lesão de pele depois de algum acontecimento interno que tenha balançado e bagunçado os sentimentos?

Engolir sapos, guardar mágoas, relevar tristezas provocam na pele respostas inacreditáveis – ela muda de cor, solta escamas, arde, pinica, coça. No fim das contas, ela só está respondendo aos estímulos que recebe.

É o jeito que ela tem de conversa e de se comunicar com a gente. E ela nos dá cada toque…

 

PSICODERMATOSES – DOENÇAS DE PELE X FATORES PSICOLÓGICOS

Saiba que não são só olheiras e espinhas podem aparecer face ao estresse em que vivemos, a nossa pele também sofre com ressecamento e, em alguns casos, a ansiedade pode agravar doenças relacionadas a pele como eczemas, vitiligo, caspa, alopecia, herpes e psoríase.

Estudos dermatológicos apontam que alguns problemas de pele são desencadeados роr fatores psicológicos e emocionais que fazem o sistema imunológico reagir para tentar proteger o corpo do estresse e recebem o nome de psicodermatoses.

 

A liberação do hormônio cortisol, produzido em momentos de estresse, também pode repercutir na pele, através do processo inflamatório que ele provoca a longo prazo. Por isso algumas pessoas que sofrem de depressão e ansiedade também podem apresentar doenças de pele, entre elas a acne, psoríase, dermatite atópica, dermatite seborreica, urticária, alopecia entre outras.

“O sistema nervoso central e a pele têm a mesma origem embrionária, então é comum a relação dos dois. O estado emocional pode tanto causar doenças como agravá-las”, explica a dermatologista Márcia Senra, especialista no assunto que atua no Hospital Federal de Ipanema/RJ.

Segundo a especialista, quem sofre com estresse, ansiedade, depressão, transtorno obsessivo-compulsivo, esquizofrenia, hipocondria e traumas psicológicos pode ser um sério candidato a apresentar psicodermatoses.

É importante entender que as psicodermatoses são os sintomas – cuide deles – porém o mais importante é tratar a causa, o que desencadeia o processo. O ideal é um acompanhamento multidisciplinar que conte com a ajuda de um dermatologista, um psicólogo e, em alguns casos, de um psiquiatra.

 

A VISÃO HOLÍSTICA SOBRE A PELE

A pele é uma estrutura ligada à habilidade da convivência, ao desenvolvimento dos processos de parcerias, de trocas e de somas.

Aos olhos da Leitura Corporal, as alergias, de uma forma geral, são manifestações que sinalizam que a pessoa, diante de algo que a incomoda, está fazendo um esforço de adaptação que ultrapassa a sua vontade e os seus limites de tolerância.

As alergias se subdividem em dérmicas, respiratórias e intestinais. Para a Leitura Corporal, assim como para a Medicina Chinesa, a pele, os intestinos e os pulmões são estruturas irmãs. Elas se complementam e se ajudam mutuamente, cada uma contribui para que as outras encontrem equilíbrio e desempenhem sua função com eficiência.

O intuito dos processos alérgicos é trazer à consciência que a própria pessoa se impõe a convivência com situações tóxicas e nada satisfatórias. Ou seja, a pessoa ‘finge’ que está gostando do que está fazendo, mas no fundo não gosta nem um pouco. Ela faz isso, na maioria das vezes, de maneira inconsciente.

Esses processos acontecem para que a pessoa reconheça e expresse o que gosta e para se dar a liberdade de gostar ou não, de querer ou não e de poder ou não. E ainda, para que a pessoa desenvolva a possibilidade de convívio com o incômodo, porém sem camuflá-lo e sem o compromisso de sentir-se bem, alegre e satisfeita – de maneira consciente.

Portanto, para evitar ou tratar as alergias, permita-se expressar seus desconfortos para que o coMtato com qualquer situação, se faça de forma sadia e verdadeira.

 

ALGUMAS DOENÇAS DE PELE E SUAS POSSÍVEIS CAUSAS:

PSORÍASE:

Causa: indica que, em algum ou mais contextos de sua vida, a pessoa se adequa excessivamente para evitar o sentimento de rejeição. Por se sentir desintegrada, a pessoa se obriga a conviver com o que não quer, adequando-se ao outro em detrimento de si mesmo. Ela própria se exclui para não ser excluída.

Solução: A pessoa precisa aprender a se colocar nos lugares onde deseja estar, bem como o retirar-se daqueles com os quais não existe uma real identificação. É um estímulo para a participação com envolvimento verdadeiro.

 

URTICÁRIA

Causa: indica a disponibilidade, de forma ilimitada, às demandas do outro, com a crença de que a ‘felicidade’ está associada apenas à presença e existência do outro.

Solução:  tomar consciência de que relações saudáveis são aquelas nas quais as pessoas encontram liberdade para limitar sua disponibilidade e para impor limites às solicitações do outro. A urticária pede que a pessoa possa se mostrar desconfortável ou indisponível, quando ela assim estiver. A pessoa deve aprender a dar-se a devida atenção e assim será possível estabelecer relações saudáveis.

 

HERPES:

Causa: o herpes se manifesta na superfície para sinalizar que, a orientação à satisfação do outro, faz a pessoa perder os seus contornos pessoais, sua individualidade.

Solução:  é um estímulo de consciência sobre a própria atuação e de retomada do lugar pessoal de prazer e de realização. A palavra de ordem do herpes é: seja mais amoroso consigo!

E você, sofre de alguma dessas disfunções? Como sua pele está conversando com você? Me conta aqui e eu te ajudo ou encaminhe uma mensagem direto pelo meu Instagram @flavia.tavares.

Cuide de sua pele e use sempre filtro solar!

 

Fontes de pesquisa:

https://vidasimples.co/colunista/a-pele-da-sinais-de-como-voce-lida-com-as-emocoes-diarias/

 

https://revistavisaohospitalar.com.br/o-impacto-da-ansiedade-na-saude-da-pele/#:~:text=Assim%2C%20muitas%20vezes%2C%20a%20ansiedade,queda%20de%20cabelo%20(alopecia).

https://portal.coren-sp.gov.br/noticias/fatores-psicologicos-podem-causar-ou-agravar-doencas-de-pele-afirma-dermatologista/#:~:text=Caspa%2C%20psor%C3%ADase%2C%20vitiligo%2C%20manchas,que%20exercem%20um%20papel%20significativo.

 

https://www.saude.rj.gov.br/atividade-na-terceira-idade/noticias/2017/11/pele-conheca-o-processo-de-envelhecimento-e-saiba-como-retarda-lo#:~:text=Ele%20altera%20os%20ciclos%20de,langerhans%2C%20diminuem%20com%20o%20envelhecimento.

https://blog.portaleducacao.com.br/quais-as-funcoes-da-pele/#:~:text=As%20principais%20fun%C3%A7%C3%B5es%20da%20pele%20s%C3%A3o%20excretora%2C%20protetora%2C%20de%20rela%C3%A7%C3%A3o,e%20os%20res%C3%ADduos%20do%20metabolismo.

www.leituracorporal.com.br

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A MUDANÇA DA COMPOSIÇÃO CORPORAL DA MULHER 50+

ENVELHECER FAZ PARTE DO PROCESSO ‘ESTAR VIVA’

Quantas vezes você já se pegou pensando coisas do tipo: ‘Ah, meus 30 anos…’, ‘quem me dera ter a vitalidade e o corpo dos meus 20 anos…’, ‘o tempo poderia parar aos 40 anos…’ e por aí vai. A juventude tem o seu valor, indiscutivelmente, mas o envelhecimento é um privilégio, sem sombra dúvida e, como tudo na vida, existe o ônus e o bônus do processo.

Como bônus a sabedoria, a resiliência, a experiência dos anos vividos e a valorização do que é realmente importante na vida. E, como ônus as limitações físicas, a baixa do metabolismo e dos hormônios, a perda de massa muscular, dos reflexos, de força e a desmineralização óssea.

Envelhecer faz parte do processo ‘estar viva’, então é importante que você se prepare para que possa usufruir, com saúde, dos bônus que essa fase pode te proporcionar.

 

A MUSCULATURA NO CORPO 50+

Muito se fala sobre osteoporose, que é a diminuição progressiva da densidade óssea, de infarto, AVC e perda de memória, mas bem pouco da perda de músculos. Então, vamos entender melhor sobre isso?

Você sabia que a partir dos 30 anos de idade, começamos a perder massa muscular? Pois é… por isso é importante enxergar os seus músculos com olhos para além da estética. Desenvolver e manter uma ‘musculatura inteligente’, isto é, que seja ao mesmo tempo forte, flexível, harmônica e funcional precisa ser visto como prevenção e saúde, para gozar de uma longevidade saudável.

Você já ouviu falar em SARCOPENIA? O termo vem do grego: sarx quer dizer músculo e penia, perda. Resumindo, sarcopenia é o processo natural e progressivo de perda de massa muscular (músculos), característico do processo de envelhecimento. Com o passar dos anos fica cada vez mais complicado garantir músculos de uma maneira simples.

O médico geriatra e diretor do Núcleo de Estudos Clínicos em Sarcopenia, João Toniolo, conta que é bastante comum os pacientes chegarem a seu consultório e relatarem ter o mesmo peso desde a juventude. Entretanto, ao realizar o teste de composição corporal, percebe que mais de 80% do peso é composto de gordura, ou seja, a pessoa manteve o peso, mas perdeu músculos e ganhou gordura.

“A sarcopenia atinge 40% da população acima de 65 anos e 60% dos indivíduos com mais de 80 anos.”, esclarece.

 

O QUE A PERDA MUSCULAR SIGNIFICA, NA PRÁTICA?

Quanto menos músculo você possui, menores são sua força e funcionalidade, o que contribui para um maior risco de quedas, fraturas e hospitalizações recorrentes. Depois dos 50, perdemos entre 1% e 2% da massa muscular por ano. Entretanto, alguns fatores aceleram esse processo, dentre eles, o sedentarismo, a ingesta pobre em proteínas, doenças crônicas e a hospitalização estão entre os principais.

“Sarcopenia é muito sério. Quando, por exemplo, o idoso precisa ficar internado, é preciso acompanhá-lo de perto. Diariamente, fazemos uma avaliação nutricional e medimos a circunferência da panturrilha. Estudos recentes mostram que um paciente idoso pode perder até 95 gramas de músculo por dia, enquanto um jovem perderia 14 gramas”, explica a médica nutricionista Myrian Najas – diretora do Núcleo de Estudos Clínicos em Sarcopenia.

Outra questão que a nutricionista aponta é que muitos idosos têm resistência em consumir proteína (que ajuda na construção de músculo).

“É muito comum as pessoas mais velhas dizerem que comem menos carne, frango e peixes. O consumo de carboidratos, como arroz e farinha branca, é maior nessa faixa etária, pois esse tipo de alimento é mais fácil de ser digerido e absorvido. O resultado, muitas vezes, é uma alimentação inadequada, o que resulta diretamente no ganho de peso.”

Por isso, normalmente as pessoas demoram para notar a perda de músculos e não realizam um processo de prevenção. Os sintomas são comumente associados à falta de vitaminas e cansaço típicos da idade, mas raramente, são relacionados à perda de massa muscular.

 

COMO AMENIZAR A PERDA E AUMENTAR O GANHO DE MASSA MUSCULAR?

O maior aliado é a prática de atividade física regularmente, o ideal é realizar 150 minutos semanais de exercícios, como: musculação, pilates, caminhada, corrida e bicicleta.

“Costumo dizer que é sempre importante ganhar e manter os músculos para envelhecer bem”, garante a nutriconista.

 

Porém só a prática de uma atividade física não é suficiente para garantir o ganho de massa muscular.

Para atingir esse objetivo, é necessária uma ‘ajudinha extra’ que acontece por meio de uma alimentação balanceada e adequada. É importante a orientação de um profissional especializado pois cada um possui uma necessidade específica, ok?

 

MAS, COMO CONSEGUIR ISSO?

Nosso corpo utiliza proteínas, carboidratos e gorduras para produzir energia e regenerar nossa massa muscular quando praticamos atividades físicas. Por isso, quanto mais nos exercitamos, maior a necessidade de repor esses nutrientes ao organismo.

E quais nutrientes são esses?

Proteínas

A proteína tem um papel fundamental para garantir o ganho de massa muscular. Ela regenera e repara os músculos e tecidos danificados, contribuindo para o crescimento muscular saudável, ajuda a acelerar o metabolismo e te dá mais disposição nos treinos.

 

Carboidratos

Eles são considerados vilões para quem quer perder peso, no entanto os carboidratos também são essenciais quando o objetivo é a garantia de massa muscular.

Ao contrário do que muitos pensam, consumir carboidratos ajuda no ganho de massa magra por eles atuarem diretamente no fornecimento e estoque de energia. Quando aliados às proteínas, os carboidratos são fundamentais para uma dieta equilibrada e potencializa os ganhos do treino.

O ideal é ingerir carboidratos no seu pré-treino, pois eles são ricas fontes de energia, necessária durante o treino.

 

Gordura

A gordura têm um papel importante para o bom funcionamento do organismo, mas é preciso escolher os alimentos ricos em ‘gorduras boas’. São elas que influenciam na liberação de hormônios que contribuem para o ganho de músculos.

 

Vegetais

Independente de qual seja o seu objetivo, consumir vegetais é importante pois eles são fontes de fibras, vitaminas e minerais. Além disso, alguns vegetais têm poder antioxidante.

 

Portanto, de nada adianta uma rotina de treinos pesada se a alimentação não é equilibrada. Proteínas, gorduras boas, carboidratos e fibras precisam estar presentes na sua reeducação alimentar.

Mas, lembre-se é importante consultar um profissional capacitado para adequar sua dieta ao seu treino e ao seu objetivo.

 

 

COMO LIDAR COM AS EMOÇÕES NESSE MOMENTO?

Além da atividade física e da alimentação, é preciso levar em consideração que os fatores emocionais podem influenciar muito o processo de envelhecimento.

Nessa fase você pode sentir uma queda na autoestima, um ‘quê’ de tristeza e até mesmo de raiva, o medo pode querer ocupar um espaço na sua cabeça, sentimentos inadequados podem adentrar seu coração, conflitos relacionais ou existenciais, entre outros. Nesse momento, é aceitar o que você está sentindo, pois assim será capaz de realizar as transformações que sentir necessidade.

A medicina vem evoluindo muito nos últimos anos e, atualmente, existem várias formas que podem te ajudar a entender e atravessar melhor esse momento, onde alterações hormonais, físicas e emocionais acontecem simultaneamente.  Procure ajuda de um profissional capacitado que possa te orientar, de maneira segura, proporcionando melhoria na sua qualidade de vida e dando um ‘up’ na sua autoestima.

No caso de você ainda não praticar uma atividade física, é imprescindível que comece agora. Entenda que você vai precisar dos seus músculos para continuar executando tarefas simples no seu dia-a-dia, como: deitar e levantar da cama, andar, sentar e levantar (em vários momentos do seu dia), carregar sacolas de compras, abaixar para pegar algum objeto, elevar os braços para buscar um copo no armário e coisas desse tipo.

A prática de uma atividade física regular libera, no seu corpo, os hormônios que trazem a sensação de felicidade, bem estar e alegria de viver. Escolha algo que te dê prazer e, se possível, em grupo pois contribui para fortalecer os laços afetivos e sociais – outro ponto crucial para a manutenção da sua autoestima e da sua saúde mental.

A mudança da composição corporal 50+ é uma realidade, que não deve ser um fator impeditivo para que você viva de maneira saudável. E aí, você precisa escolher se ajudar nesse processo, antes de mais nada.

Iniciar ou continuar um processo terapêutico é uma opção que deve ser considerada – investir em olhar para si mesma. Um ambiente seguro e acolhedor, onde você pode expressar as suas inquietações, se conhecer mais e aprender a lidar com essa ‘nova’ você 50+ e descobrir que ela é tão, ou mais incrível, que a ‘você’ dos 20, 30…

Participe do Clube REALIZA+ conte com o meu apoio e de uma comunidade de mulheres que estão buscando o mesmo que você, uma vida plena de significado, vitalidade, leveza e harmonia. Você merece!

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FIBROMIALGIA – A SÍNDROME DAS DORES INEXPLICÁVEIS… SERÁ?

 

DOR – ALGO BASTANTE SUBJETIVO

Quando o assunto é dor a primeira coisa que precisamos ter em mente é que, é algo bastante subjetivo– cada um possui um nível de tolerância à dor, portanto não nos compete julgar esse quesito, mas sim respeitar e buscar ajudar.

A dor pode ser de qualquer natureza – física, emocional ou espiritual – não importa, pois, mesmo que de diferentes maneiras, todas elas doem.

Outra coisa que é importante destacar, como somos pura energia e seres integrados – uma vez que corpo, mente, emoção e espírito não podem ser tratados separadamente – as dores físicas podem ter um lado emocional associados à ela, assim como uma dor emocional pode refletir no corpo físico e causar desequilíbrio energético.

Entretanto, em se tratando de fibromialgia é preciso ampliar ainda mais o olhar em relação à dor.

Vamos entender melhor o que é, suas possíveis causas e o que fazer como forma de tratamento e cura.

O QUE É FIBROMIALGIA?

A fibromialgia é uma síndrome que é caracterizada por dor crônica que migra pelo corpo e manifesta-se, predominantemente, em um de seus lados, embora o outro também seja sensível.

É uma síndrome que se manifesta através de dores difusas por todo o corpo, principalmente na musculatura, tendões e articulações. Entretanto, ela está associada a outros sintomas como:

  • fadiga excessiva
  • baixa tolerância ao exercício físico
  • falta de energia e disposição para realizar atividades rotineiras
  • cefaleia (dor de cabeça)
  • funcionamento inadequado do intestino (síndrome do cólon irritável)
  • sensibilidade durante a micção (síndrome da bexiga irritável)
  • distúrbios do sono – sono superficial ou interrompido
  • ansiedade
  • depressão – presente em 50% dos casos
  • sensibilidade ao toque – um simples aperto de mão pode significar muita dor
  • alterações de memória e atenção
  • sensação de amortecimento nas mãos e pés

 

Na maioria das vezes é encarada, erroneamente, como um transtorno puramente psicológico. Assim sendo, a pessoa que sofre desta síndrome, ainda precisa enfrentar a descrença e desconfiança de familiares, amigos e das pessoas de seu convívio.

 

“A fibromialgia é doença que não aparece nos exames e daí gera um grande preconceito, tanto do paciente que não percebe nada alterado do corpo, quanto para o  médico que fará exames e não vai encontrar nada naquele local que justifique tamanha a dor e isso gera incredulidade em relação aos sintomas do paciente”, explica o reumatologista Denison Santos Silva, professor do curso de Medicina da Unit.

Por esta razão, muitos preferem viver em silêncio com a doença, o que acaba retardando o tratamento e prejudicando a qualidade de vida.

 

A conscientização de que a doença existe é muito importante e, atualmente, é reconhecida como doença/dor crônica pela International Classification of Diseases da World Health Organization e está catalogada no CID-10 (Código Internacional de Doenças) como M 79.7.

 

 

CAUSAS, SINTOMAS E ENFERMIDADES ASSOCIADAS

A fibromialgia ou a síndrome das dores inexplicáveis – como também é conhecida – é uma enfermidade, ainda mal diagnosticada, mal compreendida e que acorre, com mais frequência, em mulheres.

“Dor no corpo todo por mais do que três meses e com sintomas associados como cansaço em excesso sem ter feito uma atividade que justifique, fadiga mental, associado a distúrbio de sono, gastrite ou sensação de ardência no estômago, pode ser sinal de fibromialgia. Esses sintomas estão ligados, principalmente, a mulheres entre 30 e 50 anos e acomete, numa proporção de 7 para 1, ou seja, 70% dos pacientes são do sexo feminino que nessa faixa etária têm muitas interferências hormonais”, relata.

A inexistência de exames clínicos ou de imagem que identifiquem a doença, faz com que as causas ainda sejam um mistério, mas as disfunções psíquicas podem ser gatilhos para deflagar a fibromialgia.

“O componente psicológico é o que mais influência no aumento da percepção dolorosa.  Ansiedade e depressão são fatores de risco importantes para gerar dor no corpo com todos os sintomas associados”.

O especialista alerta ainda que a doença pode aparecer após um período de estresse.

“O sistema de percepção da dor do nosso corpo está muito ligado à parte hormonal. Quando ficamos estressado produzimos cortisol e adrenalina. Se o indivíduo já tem uma sensibilidade da dor aumentada e ao enfrentar um estresse ele vai ter o caminho de dor encurtado. Os principais gatilhos para aparecimento da crise de fibromialgia e a sua perpetuação, com certeza, são os fatores emocionais ligados à ansiedade”.

A fibromialgia é uma doença crônica, por isso o paciente começa, eventualmente, com uma dor no braço que pode progredir para outras áreas, refletindo negativamente na sua qualidade de vida podendo, inclusive, surgir outras enfermidades.

“A depressão é a principal. A partir daí o paciente pode evoluir para alterações cardíacas porque não vai fazer atividade física e uma coisa vai puxando a outra. E tudo pode ter começado com a dor. Por isso, é importante tratar no estágio inicial para que a cronificação não se manifeste”, orientou o especialista.

 

 

TRATAMENTO

A fibromialgia não tem cura, mas existe tratamento. Uma combinação de medicamentos, associada à atividade física, controle do estresse e hábitos saudáveis pode amenizar os sintomas e proporcionar uma vida normal e ativa.

“O tratamento é sempre multidisciplinar e em especial na dor crônica de fibromialgia a parte medicamentosa com antidepressivos, ansiolíticos, analgésicos e relaxantes musculares é importante. Existem medicações que são eficazes no bloqueio da dor, mas se não tiver o tratamento com terapia física, ou seja, reabilitação e atividade física e, principalmente, cuidar da mente, dos fatores de gatilhos emocionais do dia a dia, que alimentam ansiedade e depressão, nenhum remédio vai funcionar adequadamente”, finaliza o médico, professor Denison Silva. 

 

 

A FIBROMIALGIA E A ESCUTA DO CORPO

 O primeiro passo é entender que toda dor é um sinal que o seu corpo está te informando que ‘algo não vai bem’. A dor funciona como um ‘alarme de incêndio’ indicando onde está pegando fogo. Entretanto, na fibromialgia é diferente, não há fogo nenhum, o alarme dispara sem necessidade precisando ser “regulado” e, os sintomas representam a ativação de um sistema de stress crônico.

Outro ponto importante é que os quadros de dor, de uma maneira geral, causam contração da musculatura gerando a sensação de rigidez e tensão no corpo. Na fibromialgia a contração muscular é ‘permanente’, ou seja, o corpo está sempre rígido e tensionado – ele não relaxa – levando os músculos a um desgaste.

 

A FIBROMIALGIA E O PSIQUISMO

Analisando agora pelo lado psíquico, uma pessoa que possui um padrão de comportamento rígido – rigidez de pensamentos, sempre tensa, necessidade de controle, tendência ao pessimismo e à vitimização, inflexibilidade diante das situações – naturalmente terá esse padrão refletido no seu corpo. O que poderá ocasionar dores nas articulações, musculatura constantemente tensa, dificuldade de relaxar, inflexibilidade nas atitudes e nas relações e, por trás disso tudo está o medo – de errar, de perder o controle, do desconhecido e de se vulnerabilizar. E assim, a vida e o corpo vão travando, emperrando, paralisando e entristecendo.

Nesse caso, o corpo vive em modo ‘reflexo de sobressalto’ – em estado de alerta constante – e não consegue se autorregular. A autorregulação é o processo natural do corpo onde tudo funciona tal como deve ser. É normal passarmos por estresse, algum momento de ansiedade ou medo, onde o corpo precisa se preparar para entra em ação, mas precisamos, igualmente, aprender a voltar ao estado basal – autorregulação.

O tratamento da fibromialgia, através do olhar holístico, pode ser realizado utilizando diversos tipos de terapia como: acupuntura, homeopatia, óleos essenciais, reiki, terapia de AUTOCURA, yoga, alongamento, pilates, dentre outras. Porém o mais importante é o paciente querer se ajudar e se comprometer com o seu processo de cura – ele vai precisar olhar para si, pois a cura começa dentro– para descobrir a causa e não apenas tratar dos sintomas.

Quando você trata apenas dos sintomas eles, mais cedo ou mais tarde, retornam e, na maioria das vezes, com mais força. Quando você trata a causa, se não curar totalmente, as recidivas minimizam, amadurece emocional e mentalmente, pode ficar assintomático, ganha sabedoria e muito mais autonomia – o autoconhecimento é libertador!

 

 

O SINTOMA VEM PARA VOCÊ OLHAR O QUE DÓI DENTRO DE VOCÊ E TE DAR A OPORTUNIDADE DE CURAR!!!

 

O QUE FAZER?

O passo mais importante que você pode dar, no sentido de investigar esse e qualquer outro sintoma que seu corpo apresenta, é iniciar um processo terapêutico de autoconhecimento.

Ao escolher se conhecer de forma mais profunda, você encontra o ‘fio da meada’ que vai te conduzir para desatar os nós e bloqueios inconscientes que te impedem de viver a plenitude da sua essência.

Você pode optar por um processo individual ou em grupo – fazendo parte de uma comunidade – que tem o mesmo objetivo que você.

Venha se juntar a nós participando do Clube REALIZA+

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ESTAFA MENTAL – O QUE LEVA MULHERES 50+ AO COLAPSO

Quando falamos de saúde mental precisamos falar sobre a cultura do autocuidado, ou seja, cuidar de si para estar bem! Cuidamos do outro. Mas, muitas vezes, nos esquecemos de nos cuidar. Esta falta de cuidado irá se somar aos anos vividos e, na terceira idade, podem acarretar dores emocionais que não saberemos explicar de onde vem. O esgotamento psicológico e o surgimento de transtornos mentais são a somatização de acúmulo de estresse, crise financeira, turbulências no relacionamento, amizades tóxicas que carregamos a vida toda.

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR NA ‘CULTURA DO AUTOCUIDADO’ ?

Então, são hábitos, condutas saudáveis que adotamos ao longo da nossa trajetória em busca do bem-estar e da saúde emocional/mental. Quando optamos por nos cuidar, estamos sempre atentos ao nosso corpo, ao nosso emocional e a nossa vida profissional, cuidando de tudo com leveza. São práticas sadias que corroboram para a importância do cuidar de si mesmo. O autocuidado é preventivo, ou seja, não deve ser realizado somente nos momentos que apresentamos problemas, pois dessa forma estaremos sempre cuidando de nós, e, ao menor sinal de problema, conseguimos resolvê-lo com mais leveza e sabedoria.

Quando falamos de autocuidado, também precisamos falar de relacionamentos. Ao cuidarmos de nós, precisamos nos precaver de relacionamentos abusivos que nos causem sofrimento, sejam por parceiros amorosos, amizades, relacionamento profissional. Precisamos nos livrar de vícios, de situações que nos levem à estafa mental e que possam desencadear doenças psicossomáticas.

Para modificar esse cenário, a mentalidade precisa ser de prevenção, não de tratamento. Fazer essa mudança, no entanto, não é uma tarefa simples.
Segundo um levantamento do IBOPE em 2020, cerca de 84% da população nacional busca uma rotina de autocuidados, porém apenas um terço consegue segui-la. Outro dado que merece atenção é que três de cada quatro entrevistados sentiam algum tipo de dor com frequência. As maiores reclamações estavam relacionadas à dor nas costas (38%) e enxaqueca (31%). A frequência de dores sentidas pelas mulheres mostrou-se ainda maior, com 82% afirmando possuírem dores frequentes.

DICAS DE AUTOCUIDADO

Essas são algumas dicas de autocuidado que podemos desenvolver em nossa rotina e que trarão benefícios e bem-estar ao nosso dia-a-dia:

  1. Ficar longe de fofocas e conversas pessimistas
    2. Aprender novas habilidades
    3. Conviver com pessoas altruístas
    4. Manter uma rotina de lazer
    5. Cuidar da sua aparência
    6. Cuidar da sua casa
    7. Manter uma alimentação saudável
    8. Fazer exercícios físicos
    9. Buscar ajuda de um psicólogo (se necessário)
    10. Evitar a leitura / visualização de notícias ruins
MAS, AFINAL… O QUE É ESTAFA MENTAL?

Quem nunca sentiu ou sente aquela sensação de ‘cabeça cheia’, parecendo que vai ‘explodir’ de tanta informação, pensamentos, preocupações e de ter que dar conta de mil e uma coisas?

 

Pois é, tudo isso é sinônimo de estafa mental, que nada mais é do que um estágio avançado de cansaço mental. Isso ocorre quando o cérebro fica sobrecarregado e deixa de funcionar adequadamente. A exaustão é tão intensa que, eventualmente, pode afetar o corpo.

 

Mas quais seriam os principais motivos, de estafa mental, para mulheres 50+?

  • ficar até tarde no trabalho com regularidade;
  • nível de exigência e perfeccionismo exagerados;
  • produtividade
  • levar pendências profissionais para casa;
  • trabalhar nos finais de semana;
  • conflitos constantes com a família;
  • turbulências nos relacionamentos afetivos;
  • amizades tóxicas;
  • isolamento e solidão;
  • questões financeiras;
  • desrespeitar momentos de descanso;
  • alimentar-se com lanches e refeições rápidas com frequência;
  • sedentarismo;
  • beber ou fumar em excesso;
  • negligenciar o sono;
  • colocar as necessidades dos outros acima das suas;
  • ficar tempo demais nas redes sociais;
  • violência contra o idoso;
  • não conseguir desligar a mente das obrigações.

 

E aí, se identificou com algum ou com a maioria deles???

 

Calma!!! Eu vou te explicar como sair dessa cilada!!!

 

COMO FUNCIONA ESSE PROCESSO?

 

O seu corpo começa a enviar sinais sutis da estafa mental para te alertar de que seu cérebro atingiu seu estado limite está adoecido.

 

Entre os sintomas, os mais comuns estão:

  • sentimento de tristeza e angústia, sem motivo aparente;
  • redução da libido;
  • dores pelo corpo;
  • irritação e mudanças de humor;
  • sensibilidade excessiva;
  • falhas de memória;
  • insônia e distúrbios do sono;
  • depressão;
  • burnout;
  • crises de ansiedade;
  • síndrome do pânico;
  • dificuldade de realizar tarefas simples do cotidiano;
  • desânimo generalizado inclusive, para realizar atividades que antes eram prazerosas.

 

Tudo isso, pode ocasionar problemas no rendimento profissional, nos relacionamentos interpessoais e danos na sua saúde mental.

 

A questão toda é que, na sociedade atual, passou-se a considerar normal um certo nível de cansaço mental, onde esses desconfortos e sensações não recebem a devida atenção e os cuidados necessários. Quando não acatamos esses sinais, eles se agravam e começam a atacar o corpo físico.

 

E aí, você toma algum remedinho que minimiza ou ‘abafa’ o sintoma e te dá a falsa impressão de que ‘tudo passou’. Até que volte a acontecer… porque, não se iluda, vai acontecer de novo e de novo, enquanto você optar por não encarar a situação e buscar a causa do sintoma.

 

A Análise Psico Orgânica, que é uma das minhas formações profissionais, utiliza a tríade SSS (Sensação, Sentimento e Situação), onde o paciente é convidado, pelo terapeuta, a entrar em coMtato com a situação e com a sensação corporal e o sentimento que ela provoca. É, a partir daí, que tem início o processo de ir em busca da(s) causas (s) para entender sua origem e, aí sim, poder cuidar, ressignificar e curar o sintoma.

 

É ‘normal’ você não dar importância ao que você sente e às suas emoções. Afinal, fomos acostumadas a dar mais valor à mente e aos pensamentos do que ao coração e aos sentimentos!

 

A LUZ NO FIM DO TÚNEL

 

Ao optar por entrar em coMtato com os sintomas, você pode evitar que seu corpo adoeça mais severamente, pois estará cuidando da sua saúde mental.

 

Você precisa aprender a relaxar, a se divertir e a se priorizar, mulher!

 

A diversão é essencial tanto para crianças quanto para adultos. As atividades divertidas relaxam a mente e liberam hormônios “do bem”, como a serotonina e a endorfina. Eles são vitais para o bem-estar cotidiano.

 

Para isso, você vai precisar mudar seus hábitos (ver texto no blog). Comece com modificações mais simples, como: dormir mais cedo, praticar uma atividade física regularmente, optar por uma alimentação mais saudável, ler um livro inspirador e tirar um momento do seu dia para ficar em silêncio com você.

 

Você também vai precisar realizar algumas mudanças comportamentais, como: aprender a dizer NÃO, descobrir suas reais necessidades e criar uma maneira de atendê-las, estabelecer prioridades, se permitir usufruir de momentos de ócio total. Essas mudanças são mais desafiadoras, pois estão associadas às suas crenças, possíveis traumas, dores e situações kármicas, muitas vezes.

 

Nesse momento, o suporte de uma terapia é fundamental, pois por trás disso tudo existe a memória de algum sofrimento e o medo de sofrer novamente. E, é esse medo que precisa ser investigado, pois é ele que dificulta e impede você de sair da sua ‘zona de conforto’ e enfrentar as situações.

 

A terapia é um caminho para te ajudar a viver + feliz e + realizada!

 

 

O hábito de colocar as necessidades do outro em primeiro lugar, esquecendo-se de você, pode estar ligado à sua falta de autovalorização – ao conseguir o reconhecimento do outro A pessoa que se sente desvalorizada arrisca a sua saúde mental e física para conseguir o reconhecimento do outro e, então, sentir-se amada e realizada na vida.

 

 

O QUE IMPEDE VOCÊ DE VIVER COM MAIS QUALIDADE, NA MAIORIA DAS VEZES, É VOCÊ MESMA!

 

O autoconhecimento permite que você adquira um outro nível de entendimento sobre as suas necessidades, qualidades, limitações, o reconhecimento do seu valor e o resgate da sua autoestima. Desta forma, você ‘cura’ a sua estafa mental e evita muitas de suas consequências negativas.

 

E agora, eu deixo uma REFLEXÃO para você:

A mentalidade precisa ser de prevenção, não de tratamento!

Escreve para mim, nos comentários se você concorda ou não!!! Ou, me chama no direct, no meu Instagram @flavia.tavares, se precisar de ajuda!!!

 

 

 

 

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ENVELHECER É INEVITÁVEL, MAS A FORMA COMO VOCÊ QUER VIVER ISSO, SÓ DEPENDE DE VOCÊ

Envelhecer é inevitável, mas a forma como esse processo acontece, muitas vezes, depende de uma escolha nossa. Com base nessa ideia, surgiu o conceito de envelhecimento ativo, que é adotado, inclusive, pela Organização Mundial de Saúde.

Envelhecimento ativo é o processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas. O envelhecimento ativo aplica-se tanto a indivíduos quanto a grupos populacionais.

Nesse sentido, o envelhecimento ativo oferece a manutenção de um sentido, de um propósito de vida, do sentimento de utilidade e pertencimento, de participação e de protagonismo em relação à própria vida. Nesse ponto, todas as ações que promovam a saúde mental e incentivem as relações sociais são fundamentais.

Passamos a maior parte da vida rodeados por outras pessoas. Quando crianças pelos pais, família, outras crianças, cuidadores. Depois vem os professores, amigos da escola, da faculdade, os colegas de trabalho e a família que formamos.

Quando nos tornamos mais velhos, podemos nos tornar mais solitários. Os amigos e familiares já podem ter morrido, assim como alguns amigos. Em outros casos podem não existir filhos, não morarem perto ou, muitas vezes, não darem a devida atenção. O isolamento social, torna-se prejudicial à saúde mental, podendo, inclusive, ocasionar doenças mentais como a depressão e demência.

Com base em tudo isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS), definiu 4 PILARES necessários para um envelhecimento ativo. São eles:

 

  1. COGNITIVO

Para que o nosso cérebro se mantenha saudável e a possibilidade de doenças neurodegenerativas como demência, Alzheimer e transtornos psicológicos e comportamentais, diminua é fundamental que ele seja estimulado diariamente. E a matéria prima são os desafios diários a que submetemos nosso cérebro, seja através de jogos como baralho, dominó, sudoku, palavras cruzadas, realizando algum trabalho ou aprendendo coisas novas.

Existem estudos que comprovam que as pessoas que trabalham até depois dos 70 anos gozam de melhor saúde durante o processo de envelhecimento, pois o trabalho exige que continuem a exercitar o cérebro, além de se manterem mais ativas.

 

  1. SOCIAL

A velhice pode trazer sabedoria, resiliência e mais flexibilidade, mas também a chance de ficarmos cheios de manias, nos tornarmos mais ranzinzas e apresentar tendências depressivas, devido à consciência de nossas limitações e da proximidade da finitude.

Nesse momento manter o coMtato com grupos sociais e possuir uma rede de apoio – família, amigos ou vizinhos – é condição primordial para continuar a se sentir pertencendo, incluída e amada. A afetividade social é forte aliada para a manutenção da qualidade de vida saudável na velhice.

 

  1. FÍSICO

Como eu costumo falar: ‘Depois dos 50, NÃO praticar uma atividade física regularmente NÃO é uma OPÇÃO’ e por que? Pelo simples fato que, ao envelhecer perdemos musculatura, mas vamos continuar precisando caminhar, sentar, levantar, abaixar, puxar, ou seja, realizar as atividades cotidianas e para isso utilizamos nossos músculos.

Portanto, temos que preparar nosso corpo para os próximos 20, 30, 40 anos que virão pela frente. Se você quiser envelhecer com independência e autonomia, comece a praticar uma atividade física que reforce a sua musculatura HOJE! Eu costumo falar com meus alunos: ‘precisamos fortalecer os glúteos (bumbum) para conseguir caminhar, sentar, levantar sem sentir dor ou incômodo, o bônus é a estética – ele fica mais redondinho, bonitinho e durinho.’

 

  1. APRENDIZAGEM

O processo de aprendizagem deveria ser contínuo na nossa vida. Quando você ainda está ativa profissionalmente, investir em cursos de atualização ou ampliação com foco na sua área de atuação, é fundamental para te manter no mercado de trabalho e a sua mente aberta para as novidades.

Além disso, pode ser que você, mesmo depois de aposentada, tenha necessidade ou desejo de continuar trabalhando, quem sabe até, em uma outra área de atuação. E, para isso é importante acompanhar o processo de evolução do mundo, mesmo que exista uma certa resistência de realizar mudanças. Use as tecnologias a seu favor, se mantenha atualizado e acredite nas soluções das novas gerações que facilitam o dia a dia. Nunca é tarde demais para desenvolver hard e soft skills.

 

MINHA VIDA E OS PILARES DO ENVELHECIMENTO ATIVO

Durante a minha vida, a partir do que vivenciei e aprendi com meus pais, tios, avós, avôs e bisavó, esses pilares sempre estiveram presentes, de alguma forma. Seja a importância de me exercitar fisicamente, os hábitos saudáveis de alimentação sem radicalismos ou restrições; o incentivo à leitura e outras artes; o lugar do trabalho como fonte de crescimento, prazer e sustento pessoal; e o papel do coletivo, de estar inserida em grupos, de valorizar e respeitar as pessoas e cultivar amizades.

Todos eles tiveram e ainda tem – meu pai e minha mãe tem hoje 90 e 86 anos, respectivamente – uma vida longeva e saudável, onde os quadros de doenças mais graves aconteceram com uma idade já bastante avançada.

Quando passei pelo meu processo de burnout e síndrome do pânico (eu tinha 38 anos na época – famosa ‘crise dos 40’), percebi que estava num momento de desequilíbrio completo, onde estava negligenciando, praticamente, todos esses 4 pilares. O trabalho que não me nutria mais e eu vivia sofrendo uma pressão imensa em termos de volume e produtividade. O resultado foi o impacto direto disso no corpo físico, emocional, mental, energético e espiritual e eu vivia sem energia.

Para sair desse enrosco precisei reinventar minha vida em termos pessoais e profissionais. Realizei um processo de transição de carreira – há 16 anos que já atuo como terapeuta holística – investi e invisto até hoje no meu aprimoramento e crescimento profissional e pessoal; a atividade física e a prática de esporte voltaram a fazer parte da minha rotina diária, faço parte de diversas ‘tribos’, cada uma com seu papel e igual importância na minha vida. A partir daí, consegui construir uma vida coerente com meu propósito, meus valores e minhas necessidades e realizar muito +, depois dos 50.

 

O ENVELHECIMENTO ATIVO E O MEU MÉTODO COMTATO

Quando desenvolvi o meu Método coMtato, levei em conta todo esse aprendizado teórico e, principalmente prático, para definir os seus 5 pilares, que se identificam e auxiliam a colocar em prática, os 4 pilares do envelhecimento ativo.

A partir da escuta do corpo (primeiro pilar do meu método), você aprende a entender o seu corpo físico como uma integração entre o mental, emocional, energético e espiritual. Esse entendimento possibilita você a entrar em coMtato com suas necessidades (segundo pilar), com tudo aquilo que é importante para você, e descobrir de que maneira poderá atendê-las.

Para isso, você vai precisar nutrir todas as áreas da sua vida de maneira integral (terceiro pilar – nutrição integral). Durante o processo você vai entender que cultivar relações saudáveis (quarto pilar) é fundamental, talvez alguns relacionamentos e vínculos afetivos sejam ‘desfeitos’ e novos sejam criados. Depois de passar por todos os 4 pilares você estará apta a construir sua vida coerente (quinto pilar) a partir de quem você se tornou, que na verdade, é quem VOCÊ É, mas não sabia.

 

VAMOS PRATICAR?!

E agora, uma lista para você colocar em prática os 4 pilares do envelhecimento ativo:

  1. SEJA ATIVA: Escolha uma ou mais atividades físicas e separe um momento do dia para praticá-la, como caminhadas, jardinagem, alongamento, subida de escadas ou treinamento de força, com prescrição de um profissional.
  2. COMA BEM: Aumente a quantidade de frutas, legumes e vegetais enquanto diminui os industrializados, álcool, sal e açúcares. Coma porções menores e distribua durante o dia. Quanto mais colorido for o prato, melhor!
  3. PRATIQUE A PREVENÇÃO: Certifique-se de que a casa é um ambiente seguro, evite tapetes, opte por pouco móveis para prevenir quedas que podem ser prejudiciais ao envelhecimento saudável. Faça seus exames médicos anualmente.
  4. DURMA O SUFICIENTE: Dormir ajuda no processo de rejuvenescimento. Crie uma rotina de dormir garantindo regularmente 7-9 horas de sono por dia.
  5. CULTIVE RELACIONAMENTOS: Mantenha conexão com as pessoas que são importantes para você e que você ama. Visite e convide amigos, familiares para sua casa. O coMtato olho no olho é muito poderoso e importante!
  6. ENVOLVA SEU CÉREBRO: É importante continuar a usar sua mente com a idade. Essas atividades podem incluir: ler, escrever, fazer palavras cruzadas, jogos ou aprender algo novo. Nunca pare de aprender!
  7. REDUZA O ESTRESSE: O envelhecimento e as mudanças que ele traz podem causar estresse, o que pode levar à ansiedade e depressão. A prática de meditação ou técnicas de respiração são excelentes para mandar o estresse embora.
  8. USE SEU TEMPO DE FORMA PRODUTIVA: Arranje tempo para fazer o que você gosta. Se já tiver se aposentado, considere o trabalho voluntário como uma maneira poderosa de se sentir produtiva e de envolver a mente e a alma.

Por fim, para de brigar e ABRACE O ENVELHECIMENTO! Ele é algo que ninguém pode evitar ou fugir. Abrace o processo e sintonize seus pensamentos e emoções. Certifique-se de que eles são positivos e afirmativos. Concentre-se no que você pode fazer em vez de quaisquer limitações que você possa ter!

 

 

FONTES CONSULTADAS

https://personalecuidador.com.br/10-dicas-para-um-envelhecimento-saudavel/

https://guardioesdevidas.com/02/08/2019/por-que-o-envelhecimento-ativo-e-importante-descubra/

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AMOR E SEXUALIDADE DEPOIS DOS 50… REALIDADE OU UTOPIA?

Bora desmistificar rapidamente esse assunto?! Vem comigo!

Uma vida sexualmente ativa depois dos 50 pode, sim, ser realidade – e com ótimas surpresas, novos aprendizados, inúmeras possibilidades, leveza, bom humor, autenticidade, respeito e com muito PRAZER.

Você sabia que o sexo é uma das necessidades fisiológicas, assim como comer, beber e dormir? (Leia o texto, aqui no blog, Você precisa ser sua prioridade – que fala sobre Necessidades). E por que motivo essa necessidade fisiológica é abandonada quando envelhecemos, se o desejo não tem idade?

É importante deixar claro que, o desejo e a necessidade de afeto permanecem depois dos 50, 60, 70… e que podemos continuar a apreciar as relações sexuais durante a velhice. É preciso entendimento e adaptação sexual, de ambas as partes, para a obtenção do prazer. Enquanto os jovens possuem uma grande preocupação com a “quantidade” de relações sexuais; em idades mais avançadas, essa noção quantitativa, deve e pode, sabiamente, ser substituída pela noção de “qualidade”.

 

A POPULAÇÃO ENVELHECE – E SOFRE COM O ETARISMO

O envelhecimento mundial vem crescendo de maneira significativa e, por isso, tornou-se um tema amplamente discutido na última década. Muitos pesquisadores de diferentes áreas têm mostrado interesse em estudar essa fase da vida. E um dos principais problemas enfrentados pelas pessoas 50+ e 60+ é chamado de etarismo ou ageísmo, que é o preconceito contra idosos. Ao atingir uma idade mais avançada, a sociedade vê e rotula a pessoa como incapaz em várias esferas da vida, principalmente, quando o assunto é vida amorosa.

E, nesse contexto, amor e sexualidade são assuntos totalmente ‘jogados para escanteio’, bloqueados, vistos como perversão. O prazer é associado à culpa e muitas não se permitem nem pensar mais sobre esses assuntos. Apesar de, no fundo, desejarem viver isso em suas vidas de forma natural.

 

LIBIDO, PERFORMANCE, DESEJO… COMO FICA?

Já sei, você vai falar que a libido diminui, porque tanto o homem quanto a mulher, passam por declínio e desequilíbrios hormonais; que o cansaço surge com maior frequência; que a sua ‘performance’ já não é mais a mesma; que está ‘velha’ para se apaixonar ou sentir desejo; que seu corpo físico está diferente; que você não precisa de mais nada disso e blá blá blá!

Sim, você está certa, muitos desses fatores são reais, entretanto outros são provenientes de suas próprias crenças ou são preconceitos contra a velhice que estão tão enraizados na sociedade, que você acaba por interiorizar esses sentimentos e nem se questiona se fazem ou não sentido para você.

Todos esses fatores abalam nossa autoestima, porque somos bombardeadas pela mídia que, para sermos amadas e desejadas, precisamos ter aquele corpo sarado, sem estrias ou celulites, sem rugas ou cabelos brancos, ter um desempenho ultra hiper mega, estar sempre ‘poderosa’ – ou seja, a fantasia da eterna juventude – isso sim é UTOPIA. E, quem persegue esse ‘ideal’ vai se frustrar e se afogar em angústias, por se recusar a encarar a realidade.

Eles também sofrem com alguns mitos: os homens associam sua masculinidade ao trabalho como ‘fonte de poder’, ao se aposentarem, podem começar a duvidar de sua capacidade sexual, que acreditam ser sua outra ‘fonte de poder’, ocasionando uma perda de identidade e motivo de baixa autoestima.

 

QUEM MERECE AMAR?

O amor e a sexualidade 50+ são vistos como tabu, porque a sociedade concede somente aos jovens a possibilidade de amar e manifestar sua sexualidade, aos idosos resta o amor platônico ou a abstinência sexual. Por favor, chega disso!

Os problemas fisiológicos podem ser encaminhados ao médico, que pode encontrar possibilidades viáveis para equilibrar e amenizar esses efeitos naturais do envelhecimento.

A questão mais desafiadora nessa fase, (embora algumas pessoas possam iniciar esse processo antes dos 50), é a chegada do climatério. É o período correspondente à menopausa (na mulher) ou ao declínio sexual (no homem), e que se caracteriza por um conjunto de modificações endócrinas, físicas e psíquicas, onde precisamos reaprender a lidar com nosso corpo de maneira integral.

O amor é para todos! A oportunidade de expressar e receber carinho, afeto e a admiração de alguém; a apropriação de si mesma e de seu corpo; o resgate e aumento de sua autoestima; a melhoria da qualidade de vida e do humor; a retomada daquele ‘brilho no olho’ ao se apaixonar; o rejuvenescimento em vários aspectos; novas e maravilhosas descobertas e muitos outros, podem ser desdobramentos positivos por se permitir ao amor e a vivência da sexualidade, depois dos 50.

 

COMO FOI PARA MIM A CHEGADA AO CLIMATÉRIO

Eu entrei no climatério só aos 54 anos e, para mim, esse período foi bastante complicado. Eu ainda tomava pílula anticoncepcional e, ao constatar que era o momento de interromper, passei por uma queda brusca dos hormônios. Atravessei uma fase aonde eu não reconhecia mais meu corpo físico e, ao contrário do que acontece com a maioria das mulheres, eu emagreci demais e tinha a sensação de que meu corpo era uma folha de papel, sem vida, sem energia e isso me afetou terrivelmente.

Sempre tive um bom tônus muscular, disposição e vitalidade em virtude de ter praticado atividade física ao longo da vida. Isso começou a afetar meu lado emocional, meus relacionamentos, meu lado profissional e minha autoestima despencou. Nesse momento entendi que precisava procurar um especialista para entender o processo e buscar alguma espécie de alternativa para resgatar minha qualidade de vida.

Eu tinha um certo medo quando o assunto era ‘reposição hormonal’, por saber dos efeitos colaterais e riscos que isso implica. E aí, a minha opção será sempre pela saúde. Fiz uma consulta onde entendi que, pelos resultados dos meus exames e histórico familiar, poderia tranquilamente fazer a reposição hormonal sem nenhum risco e fazendo um controle anual. E isso realmente mudou minha vida. Faço uso e acompanhamento até hoje.

 

BOA SORTE, LÉO GRANDE

Para ilustrar todos esses aspectos e você se deliciar com o fato de se permitir que o amor e a sexualidade habitem saudavelmente a sua vida 50+, sugiro assistir ao filme “Boa sorte, Léo Grande”.

Além de ser brilhantemente interpretado pela maravilhosa Emma Thompson – filme que, inclusive, lhe rendeu o Oscar – e pelo sensível Daryl Mc Cormack, o filme retrata a busca de Nancy, uma viúva e professora aposentada de 70, que nunca teve um orgasmo na sua vida, e que decide contratar os serviços sexuais do rapaz – Léo Grande.

Ela está disposta a viver novas aventuras e experimentar prazeres sexuais, aos quais nunca havia se permitido. Entretanto, no decorrer dos encontros, ambos se deparam com seus próprios conflitos pessoais e criam um vínculo surpreendente transformador para a vida dos dois.

Portanto, abandone a frase de Nacy “é terrível, é loucura, é errado. Meu filho ficaria chocado!” e a substitua por outra, dela mesma: “quero brincar de me sentir jovem de novo, ter esse sentimento de volta, a sensação de ter tudo diante de mim!”

Assista o filme e perceba que a hora de sentir a juventude e experimentar um mundo que se abre diante de si, é agora. Sempre agora!

Como disse o músico David Bowie, “envelhecer é um processo extraordinário em que você se torna a pessoa que você sempre deveria ter sido”. Mas, é preciso se PERMITIR.

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QUEM DISSE QUE VOCÊ PASSOU DA IDADE PARA TRABALHAR?

O envelhecimento é um privilégio que conta cada vez mais com a evolução da medicina e suas tecnologias. Além do aumento na qualidade de vida da população em geral, chegar até a terceira idade com habilidades físicas, cognitivas e emocionais bem preservadas é uma realidade cada vez mais comum.

 

AUMENTO DA POPULAÇÃO IDOSA NO MERCADO DE TRABALHO

Segundo pesquisa, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas com mais de 60 anos aumentou de 11,3% para 14,7% entre 2012 e 2021. Em 2018, a porcentagem de idosos[1] ativos profissionalmente, aumentou para 7,2%, o que representa 7,5 milhões de idosos atuando como força de trabalho.

Ao longo dos últimos anos, a participação de pessoas com idade superior aos 60 anos vem aumentando na força de trabalho do país. O envelhecimento da população, a necessidade de se manter produtivo e em contato com outras pessoas e as dificuldades financeiras das famílias são alguns dos principais motivos para os idosos desejarem continuar ou retornarem ao mercado de trabalho.

 

PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO – A DURA REALIDADE DO ETARISMO

Mas, como será que as empresas estão se adaptando para manter e receber esses trabalhadores mais velhos, que seguem produtivos, no mercado de trabalho? E os pares profissionais, sabem formar uma equipe de trabalho produtiva com pessoas idosas? Infelizmente as notícias para os 60+ não são boas.

Os idosos enfrentam hoje preconceito e discriminação com base na idade, conhecido como etarismo ou ageísmo. Existe uma forte crença que questiona a capacidade dessas pessoas diante dos jovens talentos que o mercado hoje absorve.

No entanto, apesar de o mercado estar cada vez mais voltado para a captação de desses jovens, a contratação de profissionais da terceira idade também traz vantagens para o sucesso de uma empresa, e o equilíbrio desse mix intergeracional pode ser o grande diferencial.

 

ENSINAMENTOS DO FILME “UM SENHOR ESTAGIÁRIO”

Assim como acontece no filme Um senhor estágiário brilhantemente protagonizado por Robert de Niro e Anne Hathaway. Ele, um viúvo de 70 anos, entediado com a vida de aposentado e com a necessidade de se sentir útil e contribuir com sua experiência profissional e pessoal, se candidata a uma vaga de estagiário sênior em uma startup de moda feminina, liderada pela jovem CEO Anne Hathaway.

Em um primeiro momento, ele sente o preconceito do etarismo, a dificuldade diante da necessidade de se adaptar ao mundo totalmente conectado, a nova dinâmica da vida da mulher moderna (e o desafio de equilibrar vários ‘pratos’ – trabalho, casa, filho e vida pessoal) e a adaptação para a convivência com a realidade de gerações mais novas.

Ela, por outro lado, começa reticente com a postura observadora dele, mas logo consegue perceber o quanto isso pode ser benéfico para ajudar na estruturação do crescimento do seu negócio, devido a vasta experiência profissional dele e sua maturidade diante dos desafios que se apresentavam. Além disso, ele se torna seu confidente e amigo fiel com quem ela se permite vulnerabilizar e se abre para receber ajuda.

Percebe a riqueza dessa troca entre gerações e como essa mistura complementar tem muito a oferecer em termos de crescimento para as empresas fora da ficção?!

 

AS GERAÇÕES E SUAS OCUPAÇÕES NO MERCADO DE TRABALHO

O mercado de trabalho é ocupado hoje basicamente por 3 gerações, que se comportam de forma diferente e que são conhecidos por 1. Geração Baby Boomers: (1941 a 1959); 2.Geração X (1960 a 1979); e 3. Geração Y ou Millenials (1980 e 1995). Perfis complementares cujas características podem ser alquimizadas e, com isso, formarem um time incrível, onde todos tem o que ensinar e o que aprender uns com os outros.

Os babies boomers viveram durante o período pós-guerra, entre 1941 e 1959. Recebem esse nome por terem nascido durante o período do baby boom, isto é, a época em que a taxa de natalidade disparou em vários países depois de a Segunda Guerra Mundial ter chegado ao fim. São pessoas que valorizam muito o trabalho e têm uma forte preocupação em construir um patrimônio e ter uma carreira profissional estável.

A geração X, que hoje tem entre 40 e 60 anos de idade, cresceu no período de Guerra Fria e foi a primeira a experimentar os avanços tecnológicos.  Seu lema era trabalhar e produzir – são os workaholics ou ‘viciados em trabalho’ – deixando de lado o idealismo. Por possuir um perfil mais conservador e ponderado, pessoas desta geração, costumam ser boas escolhas para cargos de maior responsabilidade, dentro das empresas.

A geração Y ou Millenials, ainda nasceu na época analógica mas migrou para o mundo digital, ou seja, a tecnologia faz parte de seu dia a dia.​ Foi um período de crise econômica, que exigiu deles maior preparação para conseguir um emprego, pois o nível de concorrência aumentou. Os millenials são ambiciosos e apostam na sua criatividade e necessidade de inovação. São um perfil muito bacana para se enquadrar em postos ligados à inovação e têm muito a ensinar sobre gestão ágil.

A geração Z ou Centenials (1996 até 2010) é a que assumirá o protagonismo dentro de algumas décadas e já desembarcaram no mundo com um tablet e um smartphone debaixo do braço. A internet e o mundo digital fazem parte do seu DNA, o que faz com que as relações interpessoais possam ser colocadas de lado. Possuem forte presença nas questões sociais e ambientais, são multitarefas, independentes, imediatistas, pouco pacientes e seu tempo de atenção é breve, como consequência do mundo digital, onde tudo se resolve e descobre com um simples ‘click’. As palavras de ordem dessa geração são estímulo e troca.

VANTAGENS DA TURMA 60+ NO MERCADO DE TRABALHO

Os millenials e a geração Z são profissionais inquietos e têm dificuldade de se manterem muito tempo em um emprego, enquanto pessoas da terceira idade são sábios, pacientes e ponderados, mantendo-se mais fiéis ao local de trabalho. Com vida já consolidada, possuem um perfil mais centrado e menos afobado.

A bagagem adquirida ao longo da carreira gera ‘soft skills’ importantes, como paciência, resiliência, persistência, foco e disciplina são apenas alguns, que remetem à inteligência emocional. Então chegamos a uma fórmula: experiência profissional + experiência de vida = mão de obra qualificada.

São mais prudentes, tranquilos e responsáveis para lidar com situações de tensão e momentos de crise. As relações interpessoais tendem a ser mais fáceis e afetivas, o coração ‘amolece’ e sobra lugar pra empatia e compaixão.

São pessoas que já aprenderam com os erros e acertos, portanto não se desestimulam ou desistem diante da primeira adversidade.

‌Voltando ao filme ‘Um senhor estagiário’, o estagiário sênior se tornou um apoiador e orientador extremamente experiente que ajudou, de maneira brilhante, no processo de organização e crescimento da empresa. Para os mais novos, era reconhecido como um mentor em assuntos profissionais, pessoais e amorosos.

Ele se destacou pelo humor, empatia e desejo genuíno de ajudar cada um que viesse ao seu encontro com um questionamento ou solicitação. Entretanto, sua pro atividade, fazia com que percebesse situações aonde poderia ser útil e entrava em ação. E por fim, descobriu que sua vida sexual e afetiva poderia ser reativada, bastou que o estímulo certo, aparecesse. Um filme que vale a pena ser assistido e que nos faz refletir sobre os preconceitos em relação à terceira idade, em todos os aspectos.

 

ETARISMO DIANTE DA TURMA 60+ NO MERCADO DE TRABALHO

Infelizmente, os preconceitos enfrentados são muitos, veja exemplos:

– Possuem menor capacidade cognitiva, mental e emocional para atuarem profissionalmente;

– Não se adaptam à novas tecnologias e, por isso, não são aptos a exercer alguns cargos;

– Não têm mais vigor físico para determinadas atividades profissionais;

– Representam mais riscos para a empresa pelo fato de necessitarem se ausentar do trabalho, com maior frequência, devido a questões de saúde.

Infelizmente, os idosos, aqui no Brasil e em outras partes do mundo, ainda são alvo de maus tratos, falta de reconhecimento, desrespeito, bullying e indiferença perante à sociedade e, em muitos casos, pelos próprios familiares e amigos.

 

BONS EXEMPLOS VINDOS DO ORIENTE – APRENDENDO COM CHINA E JAPÃO

Na China e no Japão, a velhice é sinônimo de sabedoria e respeito. O processo de envelhecimento é visto com naturalidade e inerente a todos. Os idosos são reconhecidos por toda experiência acumulada ao longo de sua vida e a família é seu porto seguro. Na sociedade chinesa é comum se encontrar anciãos, com 90/100 anos, fazendo diariamente atividade física nos parques municipais.

Os japoneses, por exemplo, consultam os anciãos antes da tomada de qualquer decisão, por valorizarem sua sabedoria e sua experiência. Os idosos têm intensa atuação nas decisões importantes de seus grupos sociais, especialmente nos destinos políticos.

Enfim, o envelhecimento pode e deve ser visto como um momento sublime da vida onde só você sabe como esse caminho foi construído: suas conquistas, seus tropeços, seus recomeços, seus cansaços, suas dúvidas, sua força, sua vulnerabilidade, suas noites em claro, seus dias de glória e que ninguém tem o direito de julgar.

Os números estão aí para mostrar que a presença do profissional da terceira idade no mercado de trabalho é bem-vinda e necessária — feliz da empresa que perceber essa vantagem competitiva.

 

FONTES CONSULTADAS:

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2018-10/idosos-estao-adiando-cada-vez-mais-saida-do-mercado-de-trabalho

https://www.gupy.io/blog/terceira-idade-mercado-trabalho

[1] indivíduos com 60 anos ou mais de acordo com o Instituto e a OMS.